Voltar

Para aqueles que praticam a ciência do cuidar, nosso muito obrigado!

Para aqueles que praticam a ciência do cuidar, nosso muito obrigado!

Para aqueles que praticam a ciência do cuidar, nosso muito obrigado!

18 Outubro 2021

*Artigo publicado no jornal A TRIBUNA

Amanhã, 18 de outubro, celebramos o Dia do Médico. A escolha da data no Brasil tem origem cristã. Nesse mesmo dia, a Igreja Católica comemora o Dia de São Lucas, um santo que foi médico em vida, e, por essa razão, é considerado o protetor dos médicos. A data comemorativa é comum ainda em países como a Itália, Portugal, França, Espanha, Bélgica e Polônia.

Os indícios do ofício de São Lucas, referido na Bíblia por São Paulo como “Lucas, o médico amado”, nos fazem remeter à idade da própria medicina. A trajetória dessa ciência tem início nas civilizações primitivas, quando mesmo sem fundamentações teóricas, o homem buscava maneiras para curar as enfermidades do corpo e da mente.

Houve tempos em que magia e religião eram os métodos de diagnóstico e remédio, mas estudiosos buscaram a ciência para desenvolver a medicina como conhecemos hoje. No Antigo Egito, Imhotep, chanceler do faraó Djoser e primeiro médico conhecido, se destacou pela cura de diversas doenças a cerca de 2.850 anos antes de Cristo. Imhotep foi incluído no panteão egípcio como deus da medicina devido a suas habilidades curativas excepcionais.

Já na Grécia, Hipócrates se dedicou a estudar os sintomas e a evolução das doenças nos pacientes, a fim de encontrar bases teóricas para investigá-las. Ele desenvolveu uma criteriosa análise das patologias que afetavam os seres humanos. Hipócrates ensinava que o médico deve observar cuidadosamente seu paciente e registrar os sintomas da doença. E foi dessa forma que ele organizou métodos para mostrar como o paciente poderia ser curado, e se consagrou como o pai da medicina.

A evolução da medicina se deve a muitas mãos. Filósofos, físicos e outros pesquisadores da antiguidade contribuíram, ao longo da história, com técnicas que foram se modernizando até alcançarem o modelo praticado atualmente. A ciência avança rapidamente, a tecnologia traz a possibilidade de auxiliar na cura, no tratamento, no prolongar da vida.

Que novas soluções para as dores do segmento da saúde sejam conduzidas pela telemedicina, pelas healthtechs que se multiplicam no mercado com suas ideias inovadoras, e, claro, pelas mãos dos médicos. Afinal, o ato primordial do médico, o olhar humano, o cuidado próximo, sempre devem permear esse caminho.

Nos parece ainda mais justo celebrar essa profissão diante do que temos vivido nos últimos tempos. O exercício da ciência do cuidar demanda não somente estudo constante, como também vocação e coragem. Frente a frente com as dificuldades na maioria dos hospitais do país, diante da superlotação, da falta de suprimentos, da infraestrutura sucateada, e de tantos requisitos básicos para que a saúde de qualidade seja igualmente acessível a cada brasileiro, estão médicos que lutam até o último recurso disponível para salvar vidas.

A esperança persiste. Como disse Hipócrates: “Onde houver amor pela arte da medicina, também haverá amor pela humanidade”.

Fernando Ronchi é médico e diretor-presidente da Unimed Vitória.