Revista Ampla 47

13 AMPLA • OUT/NOV/DEZ 2017 | “Em um país marcado por ciclos econômicos com períodos de recessão intensa, qualquer empresa tem muita dificuldade em se manter por décadas. A Unimed conseguiu ao longo dos últimos 50 anos manter-se líder no mercado nacional e “Top of Mind”. Sem dúvidas, essas conquistas significam que o Sistema é sólido, tem qualidade e soube conquistar e manter seu espa- ço no mercado nacional. O principal desafio enfrentado, não só pela Unimed, mas por todo o setor de saúde na última década, foi a adaptação à rígida regulação da ANS. Entretanto, acredito que desafios ainda maiores estão à porta da Unimed, como a adaptação do nosso Sistema e dos nossos cooperados ao novo mercado de saúde que se apresenta, com forte apelo tecnoló- gico, empoderamento dos pacientes, novas modalidades de atendimento e prestação de serviços surgindo de forma muito rápida. Precisamos preparar nossa estrutura para respostas mais ágeis e eficientes, atendendo os anseios dos nossos clientes”. Rafael Francisco dos Santos, diretor-presidente da Unimed Ponta Grossa “Cinquenta anos é um tempo significativo de existên- cia e, com certeza, produziu um amadurecimento no sistema cooperativo médico no Brasil, que é o maior do mundo. Muitos desafios foram enfrentados, e hoje nós podemos afirmar com certeza que fomos bem- -sucedidos. Eu destacaria que, com as normativas de uma agência reguladora extremamente exigente, houve uma grande profissionalização, especificamente na área técnica do Sistema Unimed. Um desafio que tem sido enfrentado e que sempre permanecerá como luta frequente é a manutenção da cultura cooperativista com atração de médicos e formação de novas lideranças. Com as novas tendências surgindo no mercado do ramo de assistência médica, creio que teremos que passar por grandes mudanças em nosso modelo mental, além do modelo assistencial, pensando em um processo de governança mais ágil. Outro desafio é a crise econômica nacional. O Sistema já passou por várias delas e saiu fortalecido. Creio que isso ocorrerá novamente”. Oziel Torresim de Oliveira, diretor-presidente da Unimed Londrina “Celebrar os 50 anos de fundação do Sistema Unimed não teria sentido se sua conjuntura estrutural não fosse condizente com a comemoração. Trata-se de meio século de história de uma instituição que trouxe uma nova ex- periência cooperativista em prol da saúde dos brasileiros. Isso em uma época totalmente diferente do que vivemos hoje, em que qualidade no atendimento em saúde não fazia parte da rotina da população. Por isso, mais do que congregar médicos que buscam respeito e autonomia para exercer sua profissão, a Unimed transformou os padrões em todos os níveis de atendimento que impactaram diretamente em todo o sistema de saúde do nosso país. Poder fazer parte dessa instituição de trabalho cooperativo médico em uma região distante dos grandes centros é o que eu enxergo de valor na história da Unimed. Fazer par- te de uma cooperativa não se restringe somente a usufruir os benefícios que seus produtos e serviços oferecem, mas sim participar de ummovimento que tem como princípios a geração de renda, a criação de valores e a contribuição com o desenvolvimento de uma comunidade”. Hiroshi Nishitani, diretor-presidente da Unimed Costa Oeste O então prefeito Sílvio Fernandes Lopes (emprimeiro plano, à direita), na inauguração da primeira sede da Unimed Santos. Ao lado dele, Edmundo Castilho

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