Revista Ampla | Edição 53

No que você está pensando? A hiperconectividade desafia o futuro das relações humanas e a principal dificuldade está em equilibrar as vantagens do meio com a necessidade de estar sempre disponível Giorgia Gschwendtner 10 AMPLA ABRIL-JUNHO 2019 CAPA “Não acredito que já está de férias novamente! ”. “Oba! Uma curtida”. “Quero uma blusa igual! ”. “O que será que ela está fazendo? ”. “Hoje vou postar aquela foto”. “Vou mandar uma mensagem”. Reconhece alguns desses monólogos internos? Assim são as reflexões atuais que vão definindo o comportamento no ambiente on -line e, principalmente, nas redes sociais, determinando a linguagem utilizada pelos nativos e imigrantes digitais para a sobrevivência e atualização no mundo cibernético. A sensação é que estamos conectados e disponíveis de forma irrestrita (e talvez de fato estejamos). É difícil encontrar, independentemente da idade, alguém livre das notificações, embora estudos apontem que os usuários mais ativos estejam na faixa etária entre 18 e 24 anos. Ao todo, 181 milhões de brasileiros têm acesso à internet, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). “Esse é um processo irreversível e, para usá-lo em nosso benefício, temos que perceber como ele possibi- litou essa ampliação de fronteiras e o fato de estarmos conectados com as pessoas em qualquer lugar do mundo. Essa abertura de fronteiras oportuniza a globalização e a informação disponível para nós. Isso é um bem para humanidade, mas também nos faz construir guetos para podermos nos sentir pertencentes a algo”, analisa a psicóloga e consultora Gisele Accioly .

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