Revista Ampla | Edição 53
CAPA O mundo digital e, principalmente as redes sociais, modificaram os relacionamentos e a comunicação. A linha é tênue entre as vantagens e os desafios que a hiperconexão trouxe para o convívio em sociedade. Como voltar não parece ser uma opção, o desafio está em reaprender os limites para conviver em harmonia. o que vocêvai ler ABRIL-JUNHO 2019 AMPLA 11 Ou seja, mudamos a forma como nos relaciona- mos e isso modifica as interações sociais e a forma como nos comunicamos. Na visão da psicanalista e psicóloga, mestre em Psicologia Clínica e Cultu- ra pela Universidade de Brasília (UnB) e diretora de Publicações e Divulgação da Federação Brasileira de Psicanálise (Febrapsi), Cláudia Aparecida Carneiro , é preciso reconhecer a importância das redes sociais em um mundo marcado pelo individualismo e isola- mento social. “Seres humanos são seres sociais, de- pendem do outro e sentem necessidade de perten- cer a um grupo”, destaca. Sendo assim, como observa Cláudia, não pode- mos unicamente condenar o uso das redes sociais pelo seu papel ativo na formação de uma sociedade cada vez mais líquida. “Elas funcionam bem para as pessoas se comunicarem, manifestarem seus senti- mentos e se identificarem com grupos e proporcio- nam prazer e sentimento de pertencimento, como seres sociais que somos”, complementa. Não existe uma definição de felicidade que se enquadre em todos, indistintamente. Mas, certamente, o contato humano, não apenas virtual, mas a presença viva do outro em minha vida, é fundamental para se alcançar o sentimento de felicidade
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