Revista Ampla | Edição 53

DRG Melhoria de toda a cadeia da saúde A metodologia Diagnosis Related Groups colabora para a qualidade assistencial-hospitalar Karina kanashiro Ummodelo de governança chamado Diagnosis Related Groups (DRG) está revolucionando a administração de operadoras e prestadores de serviços de saúde no Bra- sil. A metodologia de trabalho permite incrementar mais segurança para o paciente, melhoria das práticas de gestão e redução de desperdícios do sistema de saúde o que be- neficiará a todos os envolvidos: ao paciente, ao prestador, à operadora de Saúde e ao médico. No caso do médico, co- labora para prontuários com informações mais qualificadas, que poderão contribuir em trabalhos científicos e em sua defesa profissional. Para o hospital, identifica possibilida- des de melhorias. Para o paciente, todos os registros ava- liados e qualificados. A ferramenta é amplamente utilizada em países da América do Norte, Europa Ocidental, África do Sul, Ásia e Oceania, e agora ganha espaço por aqui. O DRG é um método que mede e categoriza a com- plexidade e criticidade assistencial de cada paciente inter- nado em um hospital por meio da combinação de idade, diagnósticos, principal e secundários, e procedimentos re- alizados para o seu tratamento. A metodologia busca a ca- tegorização dos pacientes em grupos homogêneos, sendo possível, assim, traçar o perfil de atendimento, comparar o tipo de assistência e o consumo de recursos. Paraná Seguindo a tendência mundial, a Unimed Paraná vem estudando a implantação do DRG desde 2016. O diretor de Saúde e Intercâmbio da cooperativa, Faustino Garcia Alferez, conta que o Hospital da Unimed Ponta Grossa e a Unimed Costa Oeste foram pioneiros na implantação da metodolo- gia e em 2017 foi dado início à estruturação do projeto esta- dual. Nesse período, a Unimed também se dedicou a conhe- cer o cenário nacional, bem como a seleção dos principais fornecedores de tecnologia e metodologia de aplicação. Em 2018, foi firmado um acordo entre o Sistema Uni- med Paranaense, a Federação das Santas Casas de Mi- sericórdia e Hospitais Beneficentes do Estado do Paraná (Femipa) e a Federação dos Hospitais e Estabelecimentos de Serviços de Saúde no Estado do Paraná (Fehospar) com objetivo de conhecer o perfil nosológico das instituições hospitalares do estado; obter parâmetros adequados de avaliação da qualidade assistencial; identificar as oportu- nidades de melhoria e a priorização de esforços e recursos; além de subsidiar a busca por um novo modelo de remu- neração adequado e ajustado entre as partes. Definidos os critérios de mensuração, neste ano de 2019, iniciou-se o projeto-piloto. DRG 6 AMPLA ABRIL-JUNHO 2019

RkJQdWJsaXNoZXIy MjcxMg==