Revista Ampla | Edição 53

DRG A metodologia de gestão chamada DRG, sigla para Diagnosis Related Group, é tendência mundial. No Paraná, a ferramenta já está sendo utilizada pela Unimed em um projeto- piloto que envolve seis Singulares e 11 hospitais. Com o DRG, é possível aumentar a produtividade hospitalar, racionalizar custos e oferecer maior segurança para o paciente. O QUE VOCÊVAI LER “A partir do acordo de intercooperação foi criado um grupo de trabalho. Isso foi positivo para o projeto, pois pos- sibilitou a aproximação entre as entidades e a definição de diretrizes para sua implantação no Paraná. Já foram realiza- das também a capacitação de 17 codificadores e o início da codificação nos hospitais do projeto-piloto”, explica Alferez. Funcionamento Por meio de relatórios e indicadores disponibilizados pelo software utilizado no DRG, é possível estabelecer em qual categoria o paciente se encaixa melhor. Um profissio- nal capacitado na interpretação do sistema de codificação é responsável pela leitura do prontuário médico, do qual cole- ta os dados, e faz a codificação das informações. Com base em um banco de dados qualificado de cada paciente, os gestores da unidade de saúde conseguem cru- zar informações sobre o tratamento previsto inicialmente e aquele que foi de fato aplicado, o que resulta na melhoria dos processos assistenciais. Alferez ressalta que o projeto também reunirá informa- ções para os programas de atenção à saúde da operadora e de qualidade e segurança assistencial, o que permitirá o alinhamento do relacionamento entre médicos, demais pro- fissionais da saúde, hospitais e operadoras na melhoria da entrega assistencial para os pacientes/beneficiários. O projeto-piloto foi estruturado em três fases. Na pri- meira delas, haverá a construção de uma base de dados sólida que contribuirá para a melhoria do registro de dados clínicos. Na segunda fase, esses dados serão usados para a melhoria da assistência prestada. E, na última etapa, ocor- rerá a discussão sobre o modelo de remuneração mais ade- quado e ajustado entre as partes. “Acreditamos que, com essa base, teremos parâmetros adequados de avaliação da qualidade assistencial, e conse- guiremos identificar as oportunidades de melhoria, o que ajudará a priorização de esforços e recursos. Futuramente, também poderá subsidiar a busca por um novo modelo de remuneração adequado e ajustado entre as partes. Outra mudança, já identificada, foi o aprimoramento da qualidade de registro de informações”, comenta. Dr. Faustino Garcia Alferez ABRIL-JUNHO 2019 AMPLA 7 Resultados No Paraná, o projeto-piloto conta com a participação de seis Singulares e 11 hospitais. Acompanham e partici- pam do projeto os diretores, gestores e analistas respon- sáveis pela codificação. Em quatro meses de coleta, já foi possível codificar 10.929 altas. Atualmente, o projeto está buscando integrar os dados administrativos e clínicos para otimizar o processo de codificação, além de identificar o aprimoramento dos registros de saúde, com o objetivo de defiir uma codificação de qualidade com uma base sólida. Segundo o diretor de Saúde e Intercâmbio, o projeto ainda está em sua fase inicial, porém já é possível come- çar a visualizar o perfil de cada instituição participante do piloto. Para ele, esse estreitamento de relacionamento com os prestadores, pautado sempre pela transparência e compartilhamento de informações, ajudará a desmistificar alguns aspectos da relação Operadora x Prestador e mos- trar que, se ambas as partes centralizarem o atendimento ao cliente, haverá ganhos para todos. Inclusive para o mé- dico e o paciente. Com essa base, teremos parâmetros para avaliação da qualidade assistencial e indentificação de melhorias, o que ajudará a priorização de esforços e recursos

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