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Prevenção e combate à obesidade: aprenda a calcular sua Taxa Metabólica Basal

Texto: Assessoria de Imprensa - Unimed Paraná
16 de outubro, 2025
Ilustração/Freepik

Estudos recentes apontam que uma a cada oito pessoas no mundo vive com obesidade, uma doença que traz diversos impactos à qualidade de vida e à saúde, como complicações cardíacas e respiratórias, maior risco para diabetes tipo 2, vícios alimentares, depressão e, ainda, grande preconceito. O tema foi debatido por um webinar realizado no dia 9 de outubro, pela Unimed Paraná.

A profissional de Educação Física, Alexia Schmeiski de Souza, que atua com foco na Saúde Corporativa da Federação, detalhou que a obesidade é uma “doença crônica complexa, caracterizada pelo excesso de depósitos de gordura”, com várias causas e fatores associados. “O ambiente obesogênico, ou seja, que dificulta escolhas saudáveis e favorecem comportamentos sedentários, com hábitos alimentares indesejados, é um grande fator que contribui para o aumento da doença.”

Conforme a profissional, a prevenção da obesidade passa por aspectos individuais e coletivos, como:

  • Apoiar o comportamento das crianças em relação à alimentação saudável;
  • Limitar o tempo de tela;
  • Aumentar o consumo de frutas e vegetais, bem como leguminosas, grãos integrais e nozes;
  • Praticar atividade física regularmente;
  • Criação e fortalecimento de políticas públicas para fatores de proteção em relação ao consumo de alimentos e bebidas ultraprocessadas;
  • Serviços de saúde integrados de prevenção e gestão de obesidade;
  • Monitoramento de outros fatores de risco, como presença de comorbidades e incapacidades, incluindo transtornos de saúde mental.

Hábitos saudáveis

Quando o paciente tem um diagnóstico de obesidade, é necessário um cuidado multidisciplinar, que envolve a construção de hábitos saudáveis em cinco pilares: alimentação consciente, exercícios físicos regulares, qualidade de sono, saúde mental e apoio social, sendo que um impulsiona o outro. Entre as metas a serem alcançadas, conforme Alexia, estão a preservação da massa magra no processo de emagrecimento, a mudança de hábitos sedentários e alimentares inadequados, redução de fatores de riscos cardiovasculares associados à obesidade, melhora psicossomática com recuperação da autoestima, aumento da capacidade funcional, entre outras.

Como calcular a Taxa Metabólica Basal (TMB)

Contudo, para que haja um processo de emagrecimento, é necessário entender, primeiro, uma conta “básica” para fazer o corpo gastar mais calorias do que consome. Todos nós temos, como pontua a profissional, uma taxa metabólica basal (TMB), que significa o quanto nosso corpo gasta de energia para viver diariamente, cumprindo as atividades básicas, como respirar, caminhar, digerir alimentos, fazer com que os órgãos funcionem corretamente etc. A TMB é diferente para cada ser humano, sendo impactada por fatores como gênero, altura, idade, peso, composição corporal e realização ou não de atividades físicas. Ela pode ser calculada através de bioimpedância, realizada por nutricionistas, mas há, também, calculadoras on-line que fazem um cálculo estimado. Clique aqui para descobrir sua TMB.

Para emagrecer, é necessário consumir menos calorias do que o corpo precisa. Ou seja, se a sua TMB é de 2 mil calorias, você deve ingerir menos que isso, diariamente, para que seu organismo passe a buscar energia em outras fontes, como a gordura corporal. Caso queira manter o peso atual, a recomendação é ingerir a quantidade de calorias necessária para a TMB – nesse exemplo, 2 mil calorias. “Em relação à atividade física, temos os exercícios aeróbicos e resistidos, em que cada um cumpre uma função. Para a saúde, a recomendação é de 150 minutos semanais de atividades físicas moderadas. Em caso de sobrepeso ou obesidade, a orientação é iniciar aos poucos, aumentando o tempo de exercício à medida que a resistência cresce”, diz.

Exercício aeróbico ou de força?

Os exercícios aeróbicos, como explica Alexia, são aqueles que aumentam a frequência cardíaca, melhorando a saúde cardiovascular e a cognição, como caminhada, corrida, dança, circuito e alguns esportes. “No exercício aeróbico, o gasto de energia acontece enquanto a atividade está sendo praticada. Assim que a caminhada é encerrada, por exemplo, o corpo para de gastar calorias.” Já os exercícios resistidos são aqueles que exigem trabalho muscular, como a própria musculação, a calistenia – quando o treino acontece com o peso do próprio corpo -, o crossfit, entre outros.

Nesses casos, há o aumento da força e da resistência, aumentando a massa magra. “Durante os exercícios resistidos, o músculo passa por microlesões, que geram uma resposta inflamatória do corpo para que exista o processo de regeneração celular. Por isso, o corpo continua gastando calorias mesmo após o fim do exercício físico, pois precisa regenerar o músculo trabalhado. Além disso, quando maior a massa magra, maior é a TMB.”

Dessa maneira, a orientação é, sempre que possível, aliar os dois tipos de exercício para obter as vantagens de cada um, com construção de massa magra e aumento da resistência. “O ideal é encontrar uma atividade prazerosa, focando também nas pequenas ações diárias, como manter-se ativo a cada 30 minutos, aumentar a quantidade de passos diários e evitar alimentos ultraprocessados”, finaliza.