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Cuidar da saúde é importante em todas as fases da vida. Para as mulheres, consultas de rotina e exames indicados de acordo com a idade, o histórico de saúde e os fatores de risco ajudam a identificar alterações que, muitas vezes, não apresentam sintomas no início.
Entre as condições que merecem atenção estão o câncer de mama, o câncer do colo do útero e outras doenças ginecológicas. Em muitos casos, identificar alterações precocemente amplia as possibilidades de tratamento e reduz o risco de complicações.
O câncer de mama está entre os tipos de câncer mais frequentes entre as mulheres. Além de estar atenta a possíveis mudanças nas mamas, é importante realizar os exames indicados para cada situação. Mamografia A mamografia é o principal exame utilizado no rastreamento do câncer de mama. De acordo com as orientações atuais do Ministério da Saúde e do INCA, a mamografia de rotina é recomendada prioritariamente para mulheres entre 50 e 74 anos, a cada dois anos.
Ultrassonografia e ressonância magnética das mamas A ultrassonografia pode ser solicitada para complementar a investigação de alterações identificadas no exame clínico ou em outros exames de imagem. A ressonância magnética também pode ser utilizada em situações específicas, conforme avaliação médica, inclusive em mulheres com maior risco para a doença. Conheça suas mamas Mais do que seguir uma técnica ou uma periodicidade fixa de autoexame, a orientação atual é que a mulher conheça o aspecto e as características habituais das próprias mamas.
Nódulos, saída espontânea de líquido pelo mamilo, alterações na pele, retração do mamilo ou mudanças no tamanho e no formato da mama devem ser avaliados por um profissional de saúde.
O câncer do colo do útero está, na maioria dos casos, relacionado à infecção persistente por alguns tipos de HPV (papilomavírus humano). A vacinação contra o HPV e os exames de rastreamento ajudam a prevenir a doença e a identificar alterações antes que elas se tornem mais graves.
Atualmente, o principal exame de rastreamento é o teste de DNA-HPV, indicado para mulheres de 25 a 64 anos que já tiveram atividade sexual. Quando o resultado é negativo, em geral, o exame é repetido a cada cinco anos.
Se algum exame apresentar alteração, o médico poderá solicitar outros procedimentos para investigar melhor.
Além dos cânceres de mama e do colo do útero, algumas condições ginecológicas também podem afetar a saúde e a qualidade de vida da mulher. Endometriose Ocorre quando um tecido semelhante ao endométrio, que reveste a parte interna do útero, cresce em outras regiões do corpo. Pode causar cólicas intensas, dor pélvica e dificuldades para engravidar.
Síndrome dos ovários policísticos (SOP) É uma condição hormonal que pode estar relacionada a alterações menstruais, acne, aumento de pelos, dificuldade para engravidar e outras manifestações.
Miomas uterinos São tumores benignos do útero. Muitas mulheres não apresentam sintomas, enquanto outras podem ter aumento do fluxo menstrual, dor ou sensação de pressão na região pélvica.
Consultas ginecológicas e a investigação de sintomas ajudam a identificar essas condições e definir o acompanhamento mais adequado.
Prevenir é sempre o melhor caminho. Não deixe de agendar seus exames, cuidar de sua saúde física e mental e incentivar outras mulheres a fazerem o mesmo. O cuidado consigo mesma é uma atitude que salva vidas!
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