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ISTs: o que são e como preveni-las

14 de setembro, 2026

As infecções sexualmente transmissíveis, conhecidas como ISTs, são causadas por vírus, bactérias ou outros microrganismos. Algumas podem ser curadas, enquanto outras não possuem cura, mas podem ser controladas com tratamento e acompanhamento adequados.

Como ocorre a transmissão?



O principal meio de transmissão é o contato sexual oral, vaginal ou anal sem proteção com uma pessoa infectada.

Dependendo da infecção, a transmissão também pode ocorrer da mãe para o bebê durante a gestação ou no parto e, em determinadas situações, na amamentação. O contato com sangue contaminado e o compartilhamento de objetos perfurocortantes também podem ser formas de transmissão de algumas ISTs. 

Atenção aos sintomas



As ISTs podem causar manifestações na região genital ou em outras partes do corpo. Entre os sinais que merecem atenção estão corrimentos, feridas, verrugas anogenitais, ardência ao urinar, dor pélvica, ínguas e lesões na pele.

É importante lembrar que muitas ISTs podem não apresentar sintomas. Por isso, não é possível saber se uma pessoa tem ou não uma infecção apenas pela aparência ou pela ausência de sinais.

Ao perceber alguma alteração ou após uma possível situação de exposição, procure um serviço de saúde para receber orientação sobre avaliação e testagem.

Conheça algumas das principais ISTs

Cancro mole (cancroide): 
Infecção bacteriana que pode provocar feridas dolorosas na região genital.

HIV
Vírus que ataca células do sistema imunológico. Sem tratamento, a infecção pode evoluir para a aids. Atualmente, o tratamento antirretroviral permite controlar o vírus e preservar a saúde e a qualidade de vida.

Sífilis
Infecção causada por bactéria e que pode passar por diferentes estágios. Pode começar com uma ferida indolor e, sem tratamento, provocar complicações importantes.

Gonorreia
Infecção bacteriana que pode atingir os órgãos genitais, o reto e a garganta. Pode provocar corrimento e dor ou ardência ao urinar, embora também possa ocorrer sem sintomas.

HPV
Vírus que infecta pele e mucosas. Alguns tipos podem causar verrugas, e outros estão relacionados a cânceres, como o do colo do útero. A vacinação é uma importante estratégia de prevenção. 

Tricomoníase
Causada pelo protozoário Trichomonas vaginalis, pode provocar corrimento, irritação, coceira ou desconforto genital.

Herpes genital
Infecção viral que pode provocar pequenas bolhas e feridas dolorosas. Não há cura definitiva, mas o tratamento ajuda a controlar os sintomas e as recorrências.

Hepatites virais
As hepatites A, B e C podem estar relacionadas a situações de transmissão sexual. Na hepatite A, a principal via de transmissão é a fecal-oral, mas a transmissão também pode ocorrer em práticas que envolvam contato oroanal. A hepatite B pode ser transmitida por relações sexuais e contato com sangue contaminado. Já na hepatite C, o contato com sangue é uma das principais formas de transmissão, embora a transmissão 
sexual também possa ocorrer. 

Como prevenir



Já ouviu falar em prevenção combinada?

Hoje, a prevenção das ISTs é baseada no conceito de prevenção combinada, que reúne diferentes estratégias de acordo com a realidade e as necessidades de cada pessoa. 

Entre as principais medidas preventivas estão:

  • Usar preservativo interno ou externo nas relações sexuais;
  • Realizar testagem para HIV, sífilis e hepatites virais quando indicada; 
  • Manter as vacinas contra HPV e hepatite B em dia, além da vacinação contra hepatite A quando houver indicação; 
  • Não compartilhar seringas, agulhas ou objetos perfurocortantes e observar os cuidados de biossegurança em procedimentos como tatuagens e piercings; 
  • Realizar o acompanhamento pré-natal e os testes indicados durante a gestação; 
  • Avisar os parceiros sexuais quando houver diagnóstico de IST, para que também possam ser avaliados e tratados; 
  • Conhecer estratégias específicas contra o HIV, como PrEP e PEP. A PrEP (profilaxia pré-exposição) é utilizada antes de possíveis exposições ao HIV, por pessoas com indicação para seu uso. A PEP (profilaxia pós-exposição) é uma medida de urgência utilizada após uma possível exposição ao HIV. Deve ser iniciada o mais rápido possível, em até 72 horas após a exposição. 
A testagem também é importante mesmo quando não existem sintomas. Quanto mais cedo uma IST é identificada, mais cedo é possível iniciar o acompanhamento e reduzir o risco de complicações e de novas transmissões.

Informação, prevenção e cuidado devem fazer parte de todas as relações.

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