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Novembro azul: vamos falar sobre a saúde masculina?

14 de setembro, 2026


 

O Novembro Azul é uma oportunidade para reforçar um assunto que deve fazer parte da rotina durante todo o ano: a saúde do homem.

Câncer de próstata, câncer de cólon e reto e câncer de testículo estão entre as condições que merecem atenção. Conhecer fatores de risco, perceber mudanças no corpo e procurar atendimento diante de sinais suspeitos são atitudes importantes para o diagnóstico precoce.

Câncer de próstata: o que é?



A próstata é uma glândula do sistema reprodutor masculino localizada abaixo da bexiga. Ela produz parte do líquido que compõe o sêmen e contribui para a proteção e o funcionamento dos espermatozoides.

O câncer de próstata surge quando células da glândula passam a crescer de forma descontrolada. No Brasil, está entre os cânceres mais frequentes entre os homens

Principais fatores de risco

O risco aumenta principalmente com a idade. Histórico familiar da doença e obesidade também estão entre os fatores relacionados ao desenvolvimento do câncer de próstata. 

Atente-se aos sinais

Nas fases iniciais, o câncer de próstata pode não apresentar sintomas. Quando surgem, podem incluir dificuldade para urinar, redução do jato urinário, necessidade de urinar várias vezes durante o dia ou à noite e presença de sangue na urina. Em fases mais avançadas, também pode ocorrer dor óssea. 

Vale lembrar que esses sintomas também podem estar relacionados a condições benignas da próstata. Por isso, é importante que sejam sempre avaliados por um profissional.

Prevenção e detecção precoce

Hábitos saudáveis
Manter o peso adequado, praticar atividade física, não fumar, evitar o consumo de bebidas alcoólicas e ter uma alimentação equilibrada contribuem para a saúde de forma geral.

Exames para avaliação e investigação


 

Em relação aos exames, o PSA é um exame de sangue que mede o antígeno prostático específico, enquanto o toque retal permite avaliar características da próstata, como tamanho, forma e consistência.

Esses exames podem fazer parte da avaliação médica e da investigação de alterações. Quem deseja realizar o rastreamento deve conversar com o médico para receber orientação antes de decidir. 

Quando há suspeita, outros exames podem ser solicitados. A confirmação do diagnóstico é feita por biópsia da próstata. 

Câncer de cólon e reto ou colorretal



O câncer colorretal é aquele que se desenvolve no intestino grosso, chamado cólon, ou no reto. Muitos desses tumores começam a partir de pólipos, alterações inicialmente benignas que podem se desenvolver na parede do intestino. 

Principais fatores de risco

Entre os fatores relacionados ao câncer colorretal estão excesso de peso, consumo frequente de carnes processadas e excesso de carne vermelha, sedentarismo, consumo de bebidas alcoólicas, tabagismo, histórico familiar e algumas doenças inflamatórias intestinais.

Sinais de alerta

Alguns sinais que merecem investigação são sangue nas fezes e mudanças persistentes no funcionamento do intestino, como diarreia ou prisão de ventre, dor ou desconforto abdominal, perda de peso sem causa aparente, fraqueza, anemia e alterações no formato das fezes. 

Como se prevenir?

Uma alimentação rica em alimentos in natura ou minimamente processados, especialmente frutas, verduras, legumes, cereais integrais e outras fontes de fibras, ajuda na prevenção. Também é importante manter o peso adequado, praticar atividade física, não fumar e evitar bebidas alcoólicas.

Rastreamento e exames



Em 2026, o Ministério da Saúde incorporou o teste imunoquímico fecal (FIT) como exame de referência para o rastreamento do câncer colorretal em homens e mulheres sem sintomas, entre 50 e 75 anos, a cada dois anos.

O FIT identifica pequenas quantidades de sangue oculto nas fezes. Quando o resultado apresenta alteração, exames complementares podem ser necessários, entre eles a colonoscopia, que permite visualizar o cólon e o reto e também retirar pólipos durante o procedimento.

Pessoas com sintomas ou fatores de risco específicos podem precisar de investigação em outro momento, conforme avaliação médica.

Câncer de testículo: o que é?



O câncer de testículo é um tumor que se desenvolve nas células de um ou dos dois testículos. Alguns fatores podem aumentar o risco, como histórico familiar da doença, câncer prévio no outro testículo, infertilidade e criptorquidia, condição em que um ou ambos os testículos não descem normalmente para a bolsa escrotal durante a infância. 

Atente-se aos sinais

O sinal mais comum é o aparecimento de um nódulo endurecido no testículo, geralmente indolor. Também podem ocorrer:

  • Aumento ou diminuição do tamanho de um testículo; 
  • Mudança na forma ou na textura; 
  • Endurecimento; 
  • Desconforto ou dor na parte inferior do abdômen; 
  • Aumento ou sensibilidade das mamas. 

Qualquer alteração deve ser avaliada, preferencialmente por um urologista.

Prevenção e atenção ao corpo



Não existe uma estratégia específica capaz de prevenir todos os casos de câncer de testículo. Por isso, é importante conhecer o próprio corpo e procurar atendimento ao perceber mudanças.

A atenção deve ser ainda maior entre homens que apresentam fatores de risco. O INCA também orienta que a autoavaliação dos testículos pode ajudar a perceber alterações, embora não exista uma periodicidade ou protocolo específico de autoexame. 

Quais exames podem ser realizados?

Não há recomendação de rastreamento periódico do câncer de testículo em homens sem sintomas. Quando existe uma alteração suspeita, a investigação pode envolver exame físico, ultrassonografia da bolsa escrotal e exames de sangue para dosagem de marcadores tumorais

O diagnóstico precoce é especialmente importante, pois permite iniciar rapidamente a investigação e o tratamento.

Cuidar da saúde também é coisa de homem.

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