Revista Ampla | Edição 53
asTecnologiasDigitais PODEM Impactar a Atenção Primária? *The Medical Futurist - 22/03/2018 - traduzido por evelyn de almeida O médico da família é o primeiro ponto de con- tato de pacientes e a base da assistência de saúde. Qual é o posicionamento deles na questão das tecnologias digitais? T he Medical Futurist Institute realizou uma pesquisa exten- siva do tipo survey sobre a predisposição dos médicos da fa- mília em utilizar inovações mais recentes em sua atividade e a sua atitude perante o futuro. Vejamos como as tecnologias digitais podem impactar na atenção primária. A reviravolta na assistênciamédica A assistência médica está prestes a mudar o paradig- ma por causa das tecnologias digitais, conforme mostra o nosso Digital Health Manifesto. As tendências e a pesquisa sugerem que nos próximos anos a medicina passará de re- ativa para uma orientação proativa. Além disso, dizem que se transformará nos p’s: personalizada, preventiva e parti- cipativa. Com o auxílio das tecnologias digitais, tais como diagnósticos point-of-care , tecnologias de uso pessoal, sensores, o paciente no centro do atendimento em vez de hospitais, laboratórios clínicos e centros médicos. Inteli- gência artificial, nanotecnologia, várias terapias dirigidas e medicina de precisão também posicionam o indivíduo no centro da assistência, em vez da grande massa. Ao contrário de soluções que atendem a um típico paciente, o objetivo da medicina de precisão e tratamentos dirigidos será persona- lizar soluções para o indivíduo. Ferramentas inovadoras, acesso a mais informações on -line, comunidades de mesmos interesses em mídias so- ciais e dados permitirão ao paciente cuidar deles mesmos em casa constantemente, assumindo uma abordagem mais preventiva em se tratando de saúde. Além disso, todos es- ses recursos resultam em perda do status do médico de fonte exclusiva de conhecimento médico. Olhando um pas- so à frente, as tecnologias digitais e o empoderamento dos pacientes transformarão a interação médico-paciente em uma parceria mais igualitária em vez de ser um relaciona- mento profundamente assimétrico e paternalista. Isso tam- bém significa que médicos terão que se envolver na tomada de decisão dos pacientes sobre sua saúde e seu corpo, re- sultando em uma medicina mais participativa. Existem imensas mudanças e as primeiras pessoas as sentirem são pacientes e médicos, especialmente os médi- cos da atenção primária. Médicos da família na linha de frente Médicos da atenção primária são o primeiro ponto de contato para a maioria das pessoas quando pensam em assistência em saúde. Médicos da família sempre repre- sentaram a ligação entre “os intocáveis” da medicina e a sociedade. Eles são aqueles que encontram a maioria dos pacientes, estão nos serviços emergenciais e “trabalham na linha de frente”. São também aqueles que não têm tempo e recursos para experimentar as tecnologias mais recentes. Entretanto, deveriam. Ficamos preocupados com as estatísticas sobre a carên- cia de médicos globais e a tecnologia poderia aliviar a pres- são sobre médicos da atenção primária. A Organização Mun- dial de Saúde (OMS) estima que há uma carência no mundo de aproximadamente 4,3 milhões de médicos, enfermeiros e profissionais da saúde. Ao mesmo tempo, a necessidade por serviços de saúde está aumentado. A transmissão de doen- ças está cada vez mais fácil e doenças da sociedade moderna como diabete e obesidade são mais incidentes enquanto a sociedade envelhecida requer cada vez mais cuidados. SAÚDE DIGITAL 14 AMPLA ABRIL-JUNHO 2019
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