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4 aprendizados do Simpósio de MG e ES que ajudam a pensar o futuro das cooperativas

Simpósio discutiu como fortalecer as cooperativas diante de um ambiente de maior pressão sobre custos, competição e sustentabilidade.
13 de agosto, 2026

Realizado entre 5 e 7 de agosto, em Tiradentes (MG), o Simpósio das Unimeds de Minas Gerais e Espírito Santo colocou em debate uma agenda que ultrapassa as fronteiras dos dois estados: como fortalecer as cooperativas diante de um ambiente de maior pressão sobre custos, competição e sustentabilidade.

Com o tema “O futuro se decide agora: Integração, Gestão e Valor em Saúde”, o encontro reuniu diferentes perspectivas de lideranças do Sistema. Na mesa “Sistema Unimed: Gestão que Transforma, Valor que Permanece”, participaram Omar Abujamra Junior, da Unimed do Brasil, Eduardo Chinaglia, da Unimed Participações, Helton Freitas, da Seguros Unimed, e Luiz Otávio Fernandes de Andrade, da Unimed CNU. A discussão deixou quatro aprendizados importantes para as cooperativas.


 

1. O desafio é sistêmico
A participação de Omar Abujamra ajudou a colocar a discussão em uma perspectiva mais ampla: os desafios enfrentados pelas cooperativas de Minas Gerais e do Espírito Santo fazem parte de um cenário maior da saúde suplementar e precisam ser analisados considerando a complexidade e a dimensão do Sistema Unimed.


O cenário apresentado ajuda a dimensionar esse desafio. O setor de saúde suplementar ultrapassou 52 milhões de beneficiários, enquanto a sinistralidade média permanece próxima de 82%. Ao mesmo tempo, o Sistema Unimed reúne 338 cooperativas, 116 mil médicos cooperados e mais de 20 milhões de clientes. É uma escala que amplia oportunidades, mas também exige capacidade crescente de gestão e coordenação.
Outro dado apresentado no contexto do Sistema ajuda a explicar a pressão sobre os resultados: mais de 450 mil processos judiciais por ano, somados ao aumento da complexidade clínica, do envelhecimento da carteira e da incorporação tecnológica.


A partir desse diagnóstico, Eduardo Chinaglia reforçou que pressão assistencial, incorporação tecnológica, necessidade de eficiência nos recursos próprios e maior complexidade de gestão não são questões isoladas. São desafios que atravessam diferentes regiões e Singulares. Para a Unimed Participações, esse é justamente um dos fundamentos da sua atuação como holding: conectar competências e soluções para que desafios comuns possam ser enfrentados de forma coordenada pelas cooperativas.


2. Intercooperação precisa gerar solução concreta
Um dos exemplos apresentados por Eduardo foi a atuação conjunta das Unimeds Conselheiro Lafaiete, São João del-Rei e Inconfidentes. As três cooperativas compartilharam investimentos para ampliar a capacidade de atendimento, enquanto a UniBlue estruturou um modelo de acesso à tecnologia adequado à realidade conjunta.


O caso mostra que intercooperação não precisa significar apenas troca de experiências. Ela pode resultar em escala, compartilhamento de investimentos e soluções que seriam mais difíceis de viabilizar individualmente.


Essa lógica está no centro da atuação da Unimed Participações: uma solução desenvolvida ou estruturada para uma realidade pode ser compartilhada, adaptada e gerar valor para outras Singulares.


3. Competitividade também depende de proteger a força do Sistema
Helton Freitas trouxe outro alerta importante: o mercado está passando por um movimento de consolidação, com grandes operações ampliando sua presença e capilaridade em regiões onde as Unimeds historicamente construíram posições relevantes.


Nesse cenário, uma fragilidade localizada pode deixar de ser apenas um problema daquela cooperativa e passar a afetar a força da marca Unimed como um todo. A resposta, portanto, exige atuação coordenada. Na Seguros Unimed, isso já se traduz em iniciativas para acompanhar situações de maior risco assistencial e buscar alternativas que preservem a qualidade da rede e a experiência dos clientes.


Para as cooperativas, o aprendizado é direto: competir em um mercado mais concentrado exige olhar para a própria operação, mas também para a força coletiva do Sistema.


4. O Sistema já tem competências que podem ser compartilhadas
A fala de Helton também reforçou um ponto estratégico sobre intercooperação: muitas vezes, a solução para um desafio já existe dentro do próprio Sistema. A experiência da Seguros Unimed na atuação conjunta com a CNU, os projetos de capacitação e consultoria da Faculdade Unimed e as soluções das empresas da Unimed Participações mostram diferentes formas de transformar conhecimento interno em capacidade para as cooperativas.
É essa lógica que orienta o ecossistema de soluções da holding. ADMEX, Unimed Axis, UniBlue, Plataforma Digital e Seguros Unimed atuam sobre desafios diferentes, mas com uma mesma finalidade: fortalecer as cooperativas.


No fim, o principal aprendizado do Simpósio é também uma provocação para o Sistema: se os desafios são cada vez mais complexos, a capacidade de trabalhar de forma integrada passa a ser uma vantagem competitiva.


E é nesse espaço que a Unimed Participações atua: conectando governança, investimentos, inteligência e empresas especializadas para transformar a intercooperação em soluções que gerem valor para as cooperativas.