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Gestão, pessoas, dados, intercooperação e governança foram alguns dos temas que atravessaram a plenária “A Unimed que construímos e a que precisamos”, no 32º SUESPAR. Mediada por Alexandre Bley, presidente da Unimed Federação do Estado do Paraná, a discussão reuniu Omar Abujamra, presidente da Unimed do Brasil; Eduardo Chinaglia, presidente da Unimed Participações; Helton Freitas, presidente da Seguros Unimed; e Luiz Otávio Fernandes de Andrade, presidente da Unimed CNU. A partir dos resultados de uma pesquisa com dirigentes e colaboradores, os quatro dirigentes trouxeram diferentes perspectivas sobre os desafios que o Sistema precisa enfrentar para seguir evoluindo.
Crescer com responsabilidade Uma das principais reflexões veio de Luiz Otávio, ao tratar do crescimento da CNU. Para ele, crescer não significa apenas ampliar a carteira: é preciso ter condições de entregar aquilo que se vende, com rede estruturada, acesso, qualidade assistencial e sustentabilidade. A reflexão vale para todo o Sistema: expansão precisa caminhar junto com capacidade de operação e entrega.
Pessoas antes da tecnologia Ao responder onde colocaria seus investimentos, Eduardo Chinaglia foi direto: nas pessoas. Capacitar colaboradores, gestores e cooperados, segundo ele, é fundamental para melhorar a assistência, a gestão financeira e reduzir desperdícios.
Helton Freitas complementou essa visão ao relacionar clima, engajamento e desempenho. Um bom ambiente de trabalho precisa criar condições para que as equipes entreguem melhores resultados. O executivo também chamou atenção para os dados, que considera a base necessária para que inteligência artificial e outras tecnologias possam efetivamente apoiar decisões melhores.
O que uma Unimed já sabe pode ajudar outra A intercooperação apareceu como outra capacidade que o Sistema precisa fortalecer. Eduardo defendeu que as Unimeds olhem para dentro do próprio Sistema, reconheçam os casos positivos e compartilhem o que já funciona.
Essa visão se conecta diretamente ao papel da Unimed Participações. Como sociedade auxiliar do Sistema, a holding precisa ouvir as necessidades das cooperativas e, a partir delas, estruturar ou buscar soluções capazes de apoiá-las. Seguros Unimed, InvestCoop, ADMEX, UniBlue, Unimed Axis, Plataforma Digital e Sinergia são exemplos de estruturas que podem transformar desafios comuns em oportunidades de atuação conjunta. Intercâmbio: uma joia que precisa ser lapidada
O intercâmbio também ocupou espaço central na discussão. Luiz Otávio destacou que a dimensão da CNU e a presença nacional do Sistema estão diretamente ligadas à força desse modelo. Ao mesmo tempo, problemas de integração tecnológica, comunicação, autorização, rede e precificação ainda precisam ser enfrentados.
Para Helton Freitas, marca e intercâmbio estão entre os grandes ativos do Sistema. O desafio agora é aprimorar esse patrimônio, com mais integração e agilidade, para que o beneficiário tenha uma experiência de atendimento mais homogênea onde quer que esteja. É uma joia que precisa ser lapidada.
Governança para garantir perenidade Na discussão sobre os riscos para a sustentabilidade até 2030, a governança apareceu como uma questão estrutural. Omar Abujamra destacou a evolução da governança sistêmica por meio da Constituição do Sistema Unimed e das normas derivadas. Helton reforçou que essa governança é fundamental para a resiliência e a sustentabilidade do cooperativismo.
A discussão também trouxe uma reflexão sobre autonomia e responsabilidade sistêmica: cada Singular preserva sua independência, mas suas decisões também impactam a força do conjunto.
Para a Unimed Participações, esse cenário reforça a importância de uma atuação próxima às cooperativas. Como sociedade auxiliar do Sistema, a holding busca compreender necessidades concretas e conectar essas demandas a empresas, conhecimento e soluções que possam contribuir para a sustentabilidade das Unimeds.
No fim, a plenária deixou uma provocação prática: a Unimed que precisamos não será construída apenas com novas soluções, mas com a capacidade de fazer melhor o que já fazemos, compartilhar o que funciona e trabalhar de forma mais integrada.
Governança corporativa
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