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Entre crescer e sustentar: o que está em jogo para as cooperativas

12 de maio, 2026

Durante a Contec 2026, realizada em abril, a Unimed Participações levou ao debate um dos temas mais sensíveis hoje para o Sistema: como sustentar o crescimento das operadoras em um cenário de maior pressão assistencial, aumento de custos e necessidade crescente de previsibilidade.

A discussão foi conduzida por Edson Gonçalves Rodrigues, superintendente executivo da Unimed Participações, que apresentou a visão da holding sobre os desafios que começam a definir a sustentabilidade das cooperativas no médio e longo prazo.

O ponto de partida ajuda a dimensionar esse cenário. O Sistema Unimed reúne hoje 338 cooperativas e mais de 20 milhões de vidas assistidas, em um mercado que movimenta quase R$ 400 bilhões por ano.

A mensagem central foi direta: crescer continua sendo necessário. O desafio agora é sustentar o resultado.

O que pressiona as operadoras
Entre os principais pontos apresentados estiveram em destaque a sinistralidade, hoje na faixa de 81%, e o aumento da judicialização, que ultrapassou 450 mil processos no último ano.
Na prática, isso significa um cenário em que crescer também pode ampliar custo, risco e complexidade operacional.

A apresentação organizou essas perdas de resultado em três frentes principais:

  • custo assistencial tratado de forma isolada
  • entrada desestruturada de carteira
  • crescimento sem estratégia de receita e investimentos

Segundo a análise apresentada, atuar apenas sobre um desses pontos já não resolve o problema. Sustentabilidade exige integração entre gestão assistencial, carteira e receita.

Como transformar crescimento em resultado
A apresentação também trouxe exemplos práticos das soluções desenvolvidas pela Unimed Participações para atuar diretamente sobre esses desafios.

Na gestão de recursos próprios, a Unimed Axis apresentou resultados como redução de 23% no tempo de permanência hospitalar e mais de R$ 10 milhões em ganhos relacionados à eficiência operacional e gestão de compras.

Na gestão de carteiras, a ADMEX mostrou como a qualificação da entrada do beneficiário impacta diretamente previsibilidade e resultado. Desde 2022, a operação já gerenciou 255 mil vidas e evitou mais de R$ 200 milhões em perdas assistenciais, além de reduzir o tempo médio de implantação de 7 para 1,8 dias.

Já na frente de receita e investimentos, a Plataforma Digital e a UniBlue reforçaram o potencial de diversificação por meio de produtos não assistenciais, seguros e modelos flexíveis de modernização tecnológica, reduzindo pressão sobre caixa e ampliando novas fontes de resultado.


Integração como diferencial
Um dos pontos mais reforçados ao longo da apresentação foi que tecnologia, sozinha, já não é diferencial.

O ganho real começa a aparecer na integração entre dados assistenciais, carteira, permanência hospitalar, receita e execução operacional.

Nesse contexto, a Unimed Participações apresentou seu papel como elo integrador entre essas frentes, apoiando as cooperativas na construção de decisões mais coordenadas e sustentáveis no médio e longo prazo.

Ao final, a mensagem deixada para as cooperativas foi clara: crescer segue sendo natural para o Sistema. O que passa a definir sustentabilidade agora é a capacidade de transformar crescimento em eficiência, previsibilidade e resultado.