Saúde mental: a importância de identificar sinais de alerta e buscar ajuda - Unimed São José do Rio Pardo
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Saúde mental: a importância de identificar sinais de alerta e buscar ajuda
Nunca se falou tanto em saúde mental como nos últimos anos! Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), divulgados no dia 2 de setembro deste ano, revelam que mais de um bilhão de pessoas em todo o mundo vivem com algum tipo de transtorno mental, incluindo ansiedade e depressão.
Mas o que é saúde mental? Dra. Maria Eugenia Dutra da Silva, médica que atende na área de Psiquiatria da Unimed, define saúde mental como um estado de equilíbrio emocional que permite a uma pessoa lidar com os seus desafios de vida, seus problemas, gerenciando seu estresse e mantendo a qualidade de vida.
E é fundamental buscar informações de canais confiáveis e profissionais da área, já que nem sempre é fácil distinguir os estados emocionais. Compreender, por exemplo, a diferença entre tristeza passageira e um quadro de depressão é crucial para oferecer o apoio adequado a quem enfrenta dificuldades emocionais. “Tristeza é um sentimento natural da vida, que surge através de uma motivação, ou seja, eventos estressantes; é transitório, limitado, e melhora com o passar do tempo. Depressão é um transtorno psiquiátrico de humor, grave, persistente, multifatorial, marcado pela perda de interesse ou prazer pelas atividades que antes se sentia. Portanto, necessita de tratamento, pois pode prejudicar o funcionamento psicossocial”, explica Dra. Maria Eugenia.
Segundo ela, as pessoas do convívio são fundamentais na identificação precoce da depressão porque conhecem as características principais da pessoa. “É necessário observar sinais como apatia ou irritabilidade, tristeza mesmo sem motivação, negligência com autocuidado, excesso de sono ou insônia, fadiga e desesperança.”
Sinais de alerta
No caso do suicídio, Dra. Maria Eugenia cita alguns sinais de alerta, como a fala frequente sobre morte ou suicídio, ou expressar desesperança. “Mudanças comportamentais, como isolamento social e perda de prazer em atividades que anteriormente considerava agradáveis; mudanças significativas de rotina; comportamentos impulsivos e perigosos, incluindo uso de substâncias psicoativas (álcool e drogas); preparação para a morte, como despedidas, doação de pertences; eventos recentes como morte de familiares, divórcio, demissão do trabalho, entre outros.”
Ajuda profissional
A médica alerta sobre a importância de procurar ajuda caso os sintomas persistam por mais de duas semanas, interfiram na vida diária ou já houver risco de suicídio. “Quanto mais cedo iniciar o tratamento, melhor o prognóstico”, diz.
Suporte familiar
O suporte familiar, segundo ela, é fundamental para o paciente e favorece a recuperação. “Ofereça escuta ativa, sem julgamentos, para a pessoa se sentir segura em falar sobre os sentimentos. Incentive a busca pelo tratamento, além de estimular a adesão e o uso correto das medicações. Motive rotinas saudáveis e esteja presente, mostrando que você se importa e está disponível para ajudar. E caso você ou alguém que conheça esteja em crise ou apresente os sintomas relatados, não hesite em buscar ajuda!”
Nota
Dra. Maria Eugenia Dutra da Silva – CRM: 160958/SP; pós-graduada em psiquiatria.
Dra. Maria Eugenia Dutra da Silva