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Suicídio e a pandemia: como a quarentena está afetando as pessoas

Suicídio e a pandemia: como a quarentena está afetando as pessoas

Suicídio e a pandemia: como a quarentena está afetando as pessoas

10 Setembro 2020

Com a pandemia do novo coronavírus, a necessidade do alerta à sociedade em relação aos impactos negativos à saúde mental se torna maior e deve-se ter maior cautela mesmo após seu término. Consequências como o desemprego, medo, perda de familiares e/ou amigos, causam estresse, ansiedade e depressão, fatores que aumentam consideravelmente o número de casos de atentados à própria vida*. Além disso, com o isolamento social, o fato das pessoas terem menos atividades presenciais, dificulta ainda mais para que alguém próximo perceba os sinais de alerta e reconhecê-los pode ser o mais importante passo.

"A grande maioria das pessoas que tentam suicídio avisam antes e normalmente pedem ajuda médica, mas, com a quarentena, a pessoa tende a ter comportamento evitativo, se isolando, mantendo-se triste, e até mesmo ter comportamentos suicidas, como a falta de valorização própria e dos autocuidados. Um exemplo é a pessoa diabética que come açúcar e não toma insulina ou o doente do coração que para de tomar o remédio", explica o Dr. Marcel Fulvio Padula Lamas, médico responsável pela psiquiatria do Hospital Albert Sabin de SP (HAS).

Em tempos de pandemia, o ideal é manter sempre um contato, de preferência online, para que a pessoa que está com depressão ou ansiedade não ficar muito tempo isolada. "Geralmente, a pessoa não quer se matar, praticamente nenhum suicida realmente quer. O que eles querem na verdade é aliviar uma enorme angústia emocional que estão sentindo, embora estejam lutando por dentro para não cometerem nada contra si mesmas", diz o Dr. Lamas.

É importante salientar sempre que depressão não é frescura. É uma doença que, com a pandemia, já acomete mais de 20 por cento da população mundial e que pode ser incapacitante. Portanto, a melhor postura que podemos ter mediante essas pessoas é de não menosprezar o que estão sentindo, pois, essas alterações estão machucando-as muito, de modo muitas vezes intenso. "Diante de uma pessoa depressiva, devemos a acolher e nos mostrar próximos. Mostrar que ela não está sozinha e que não é um peso para você, e mais do que qualquer outra coisa: auxiliá-la a procurar ajuda psiquiátrica e psicoterápica. Os dois caminhos associados são ideais para que dúvidas sejam esclarecidas e para que os pacientes possam se recuperar de seus quadros", observa Dr. Marcel, que completa:

"Não temam procurar algum profissional que esteja apto a entender melhor seus problemas e muitas vezes até salvar sua vida ou de alguém que você conhece. Todos merecem ter uma saúde mental adequada, portanto, não é necessário ter medo, preconceito ou qualquer receio em procurar a ajuda de um psiquiatra ou de um psicólogo. Muitas vezes, você pode salvar uma vida só de dar essa oportunidade a si mesmo ou a terceiros".


Fonte: Segs - Portal Nacional dos Corretores de Seguros