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Dez 2016 | Jan 2017 • N
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26 • Ano 6 • REVISTA UNIMED BR
Boa noite.
Autoridades já nominadas, meus amigos cooperativistas, família nacional Unimed, senhoras,
senhores. Este é um evento aguardado por todos que militam nas Unimeds deste imenso País:
a nossa Convenção anual, hoje em sua versão quadragésima sexta.
Tivemos a honra de conduzir as últimas sete e, em cada uma, vivíamos diferentes cenários
internos e externos, discutíamos perspectivas diversas, traçávamos encaminhamentos e dire-
trizes várias, no desafio permanente que a nossa conformação estrutural, a nossa metodologia
operacional, a robustez reconhecida da nossa grandeza, nosso particular destaque no seio da
medicina supletiva se nos afigurava em cada um desses momentos únicos.
Nenhuma delas, repito, nenhuma delas ocorreu revestida da complexidade e da magnitude ad-
versa que os tempos de hoje nos proporcionam.
Jamais havíamos experimentado o inconformismo de presenciar a redução do número de uni-
dades, da nossa totalidade de clientes e do estreitamento progressivo da rentabilidade opera-
cional, entre outras mazelas de igual importância.
Em tempo algum tivemos tamanha exposição facciosa, deletéria e precipitada da mídia em
geral como se fôssemos os autores ou coadjuvantes da falência quase plena da questão saúde
no Estado Brasileiro.
Tentaram nos tornar, ao sabor de interesses mercadológicos e outros não nomináveis, em pano
de fundo para justificar a ausência e o descaso do Estado Brasil em cumprir as determinações da
Carta Magna que nos rege, numa ação criminosa reiterada. Esse é o preço pago por termos quase
40% da medicina privada sob nossa gestão, por girarmos quase R$ 50 bilhões na economia, por
estamos presentes, vivos, atuantes, há quase 50 anos em 4.688 dos 5.570 municípios brasileiros.
Mas o que torna o instante atual mais preocupante é a visão clara da baixa adequação do nosso
modelo às necessidades, conveniências e até exigências dos tempos de agora. O Brasil atra-
vessa uma quadra que clama por transformações nos campos econômico, ético, político, social,
dentre outros, para reconstruir seus valores morais e, em algum momento no futuro, merecer
ser chamado de País.
Nessa senda, fica mais exposto um modelo vencedor, admirado até internacionalmente, que
figura entre as seis maiores do planeta, sendo o número um em saúde, mas exaurido em efetivi-
dade e eficiência, mercê principalmente da inobservância e do descumprimento das bases ele-
mentares da prática do cooperativismo e da cooperação, esteios e alicerces que nos conduzi-
ram por décadas e, junto com uma sensação de perenidade, evoluiu para flagrante acomodação.
Há tempos, pouco menos que dez anos, temos insistentemente, de forma quase messiânica,
pregado a revisão e a reconstrução do nosso modelo com proposição de qualificação lógica
do binômio operadoras e prestadoras; racionalização de custos gerenciais com a adoção da
Discurso de abertura feito pelo
presidente da Unimed do Brasil,
Eudes de Freitas Aquino




