52
REVISTA UNIMED BR • N
o
26 • Ano 6 • Dez 2016 | Jan 2017
EVENTOS
Governança Cooperativa; profissionalização da gestão; conformidade no padrão de remune-
ração; padronização da rede hospitalar própria; otimização da rede de informática; geração de
indicadores e direcionadores estratégicos; busca e consolidação de imagem homogênea para
firmar identidade própria, única, para inserção e reconhecimento, em toda a sociedade civil, de
um segmento único, organizado com fácies e modus operandi padronizados que nos conferirá
como um todo gigantesco, porém único e indivisível.
Sonho, devaneio, utopia? Tenho absoluta convicção que não, uma vez que representa coope-
rativismo em essência.
Em eventos que considero emblemáticos neste rol de prioridades elencadas, realizamos o Co-
nhecer para Transformar e o Transformar para Avançar, nos quais lideranças motivadas discuti-
ram exaustivamente nossas questões mais prementes e indicaram caminhos e correções para
equacioná-los.
A Unimed do Brasil executou 94% das metas do primeiro evento e trabalha com igual propósito
em relação ao segundo evento, que foi mais recente.
Agora, estamos premidos pelo tempo, acossados pela necessidade inadiável de estabelecer-
mos estratégias em extrema velocidade para lograrmos superar esta fase e, no topo, a revisão
do modelo e até o estabelecimento de relações contratuais em atividades de Intercâmbio, hoje
nosso único e fundamental diferencial competitivo.
O que nos falta? Temos filosofia milenar, valores, princípios, história construída com esforço
e dedicação por muitos e as responsabilidades incomensuráveis com mais de 19 milhões de
clientes, 115 mil médicos cooperados e o desafio da superação para garantir sustentabilidade
e clamando por uma ação coletiva.
Temos dirigentes experientes, bem qualificados, conhecedores do negócio cooperação, além
de marca forte e reconhecida no mercado.
Temos, por fim, a obrigação e o dever, um verdadeiro e compulsório chamamento a atividades
em conjunto, pactuadas, agregadoras, que nos impelem à busca de soluções visíveis e já co-
nhecidas para nossa autoafirmação.
Basta de imputarmos a terceiros - governo, órgão regulador, mercado, concorrência, tratamento
tributário inadequado etc. - as raízes e razões dos nossos maiores problemas.
Em visão primeira, eles estão entre nós e, por paradoxal que se afigure, suas soluções também
estão, insistentemente à vista, juntas, em todos nós.
Esqueçamos interesses individuais, pois eles não se coadunam ao cooperativismo, quirelas fra-
ticidas, políticas mesquinhas e de efeito posterior já previsto.
Não repitamos exemplos danosos do passado, eles a nada conduziram. Nada disso constrói ou
fortalece e menos ainda engrandece.
Se assim procedermos, concluiremos com facilidade que o cooperativismo e a cooperação são
a chave e o caminho para onde todos devemos caminhar, sem atalhos ou vicinais.
Um forte abraço a cada um de vocês. Ótima Convenção para todos. Obrigado!




