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REVISTA UNIMED BR • N

o

26 • Ano 6 • Dez 2016 | Jan 2017

EVENTOS

Segundo ela, o espaço gerou a

curiosidade dos congressistas e

a possibilidade de trocas de ex-

periências. “A saúde suplemen-

tar já entendeu que precisa mu-

dar o modelo vigente. Recebe-

mos um retorno muito positivo

dos profissionais de saúde in-

teressados em se aliar ao movi-

mento. Essa união é fundamen-

tal para a mudança dar certo. A

nossa participação no Wonca

elucida o papel da Unimed nes-

se processo.”

Debate

O momento é de transformação.

E para lapidar e amadurecer es-

sa mudança, o evento promoveu

diversas mesas de discussão. No

dia 4, o congresso abordou o te-

ma O Papel da Medicina de Fa-

mília e Comunidade na Saúde

Suplementar – Cenário Atual e

Perspectivas Futuras, que con-

tou com a presença de Cloer

Vescia Alves, coordenador do

Comitê de Atenção Integral à

Saúde da Confederação, com-

pondo a mesa ao lado de Gus-

tavo Gusso, presidente da 21ª

Conferência do Wonca, de Da-

niel Knupp Augusto, cooperado

da Unimed BH e secretário-ge-

ral da Sociedade Brasileira de

Medicina da Família e Comuni-

dade, e dos médicos de família

Luiz Fernando Rolim Sampaio e

Samantha Pereira França.

Sampaio deu início ao debate

declarando que “trabalhamos

olhando para o passado e sem

utilizar esse aprendizado como

estratégia para os anos subse-

quentes”. Ele salientou que di-

versos públicos, como os clientes

corporativos, as operadoras, o

órgão regulador ou os próprios

médicos, estão interessados na

mudança da saúde suplementar.

iremos adiante. O compromis-

so com essa transformação vai

muito além de qualquer tendên-

cia ideológica.”

Durante a sua palestra, ele deta-

lhou as estratégias que vêm sen-

do adotadas pelo CAS para inse-

rir o modelo de AIS no Sistema.

“Gostaríamos que esse projeto

progredisse muito mais e trou-

xesse grandes avanços para saúde

brasileira. Somente uma solução

conjunta solidificará o movimen-

to, o que é um grande desafio.”

Outras mesas com representan-

tes do Sistema também foram

realizadas no decorrer do evento:

Daniel Knupp Augusto partici-

pou do debate sobre os temas Por

que Tão Poucos Pacientes se Be-

neficiam dos Medicamentos que

Tomam e Por que Muitos São

Mortos por Eles? e Modelos Al-

ternativos de Remuneração nos

Estados Unidos: Mudança na Di-

reção do Sistema de Pagamento

por Desempenho; Paulo do Bem,

cooperado da Unimed Vitória,

discutiu sobre O Impacto de um

Novo Modelo de Atenção Primá-

ria no Custo e Qualidade dos Pla-

nos de Saúde no Brasil; Marlus

Volney de Morais, cooperado da

Federação Paraná, apresentou re-

latos de experiências; e Yuji Ma-

galhães Ikuta, cooperado da Uni-

med Belém, explanou no evento.

A 21ª Conferência Mundial Won-

ca de Médicos de Família con-

tou ainda com as presenças de

representantes da Unimed Gua-

rulhos, da Unimed Uberlândia e

da Unimed Vitória – Singulares

vencedoras da premiação dos

trabalhos científicos expostos

no 3º Congresso Nacional Uni-

med de Atenção Integral à Saú-

de. Como prêmio, elas ganharam

da Unimed do Brasil a inscrição

para o evento.

Cloer Vescia Alves

Gusso alertou que a atenção

primária não se resume ao con-

ceito de saúde para crônico e

prevenção. “O que aconteceu no

consultório foi só o começo do

tratamento. O mais importante

é o cuidado que acontece após o

paciente sair dali.”

A mesa enfatizou a atuação do

Sistema nesse processo como a

rede que tem a maior oferta do

modelo. “A Unimed tem se sedi-

mentado em iniciativas, formação

de gestores e cooperados, além de

produções científicas que auxi-

liam as cooperativas a adotarem

um modelo voltado para a saúde

integral”, pontuou Knupp.

Para Alves, uma parte da mu-

dança que a saúde necessita já

vem acontecendo, no entanto é

preciso que mais atores estejam

envolvidos. “A Unimed tem bus-

cado desenvolver essa discus-

são em diferentes fóruns, dentro

e fora do Sistema. Trata-se de

uma experiência cooperativista

que eu acredito, pois é capaz de

alavancar melhores resultados

para todos os segmentos. Se não

efetuarmos essa mudança, não