Duas histórias, uma vitória: pacientes concluem fase de quimioterapia no Centro de Oncologia da Unimed Cascavel

21 de agosto, 2026

Entre abraços, aplausos, música e lágrimas, Gabriela e Adriani encerraram uma das etapas mais desafiadoras de suas vidas. Em comum, além da vitória, elas levam consigo a gratidão por uma equipe que transformou tratamento em acolhimento; cuidado em presença.

Há vitórias que não cabem em um certificado, em uma medalha ou em uma fotografia. Algumas chegam acompanhadas de lágrimas, abraços apertados e um profundo sentimento de gratidão. Algumas são celebradas com confetes. Outras, com uma playlist de mais de 100 músicas. E há aquelas que simplesmente significam conseguir olhar para trás e dizer: “Eu consegui chegar até aqui.”

Foi assim nos dias 18 e 19 de agosto, quando Gabriela Lorenzi da Silva Fachim, de 23 anos, e Adriani Bressiani Rigo, de 44, concluíram as sessões de quimioterapia no Centro de Oncologia da Unimed Cascavel, que funciona dentro da Clínica Unimed.

Duas mulheres. Duas histórias diferentes. O mesmo diagnóstico que, em algum momento, pareceu capaz de interromper a vida. E a mesma certeza ao final dessa etapa: a caminhada continua, mas agora com uma vitória para celebrar.

Trilha sonora de celebração à vida


 

O dia 18 de agosto começou diferente para Gabriela. Aos 23 anos, dentista recém-formada, casada com Matheus e cheia de planos para o futuro, ela escolheu mais de 100 canções para acompanhar sua última sessão de quimioterapia. Não era uma seleção qualquer. Eram músicas que atravessaram diferentes fases da vida dela — aquelas da adolescência, de momentos especiais, das lembranças e histórias que ajudaram a construir quem ela é.

A playlist embalou uma retrospectiva de si mesma: “Hoje é um dia em que eu estou revivendo o meu caminho até aqui”, contou Gabriela.

E havia muito a ser revivido. Em março, ela celebrou um dos momentos mais importantes da vida: a formatura em Odontologia. Na semana seguinte, recebeu o diagnóstico de câncer de mama.

“Eu tive nas mãos o meu diploma e o meu laudo.” A frase resume o choque de duas realidades que chegaram praticamente ao mesmo tempo. De um lado, a celebração de um sonho realizado. Do outro, a descoberta de uma doença que ela jamais imaginou enfrentar tão jovem.

Gabriela percebeu algo diferente ao tocar o próprio corpo. Procurou atendimento, fez os exames e, poucos dias depois, recebeu a confirmação. “Nunca tinha passado pela minha cabeça ter que viver essa luta aos 23 anos.”

O diagnóstico trouxe medo, insegurança e a sensação de perder o controle. Mas também revelou uma força que ela própria ainda não conhecia. E, durante todo o tratamento, a jovem bem-humorada e sempre emotiva encontrou no Centro de Oncologia algo que não esperava.

“A gente nem sabia que a Unimed Cascavel tinha essa área de oncologia. E também não me passava pela cabeça que fosse um lugar tão acolhedor.” Ela fala das profissionais de enfermagem com carinho especial: “O cuidado que tiveram comigo era como se elas fossem da minha família.”


 

Foi nesse ambiente que Gabriela passou por todas as sessões de quimioterapia. E foi ali também que decidiu transformar a última delas em celebração. Seu box ganhou cartazes, frases de incentivo, luzes, balões e um kit de maquiagem. Mais de 20 pessoas chegaram de surpresa para comemorar com ela. Vieram abraços, aplausos, confetes e lágrimas. Na hora de ir para casa, uma carreata percorreu as ruas da cidade.

Era impossível não entender a mensagem: aquela saída não era apenas o fim de uma sessão. Era a celebração de uma conquista coletiva. “Agora eu tenho dois sentimentos: alívio e gratidão.”


 

Ao lado de Gabriela, estavam duas amigas especiais que acompanharam de perto os meses de tratamento. Lara Gafuri lembra do início da história: “Calma. É uma história que a gente vai contar para os nossos filhos”, dizia a amiga, na fase do desespero pelo diagnóstico. Agora, diante da última sessão, a frase ganhou outro significado. “Hoje a gente está vencendo. É muito forte e muito emocionante!”

Para Gabrielle Lopes, a experiência também transformou a amizade: “A resiliência dela e a força dela nos surpreenderam.” O desejo da amiga é que, daqui a alguns anos, as três possam olhar para trás e rir das dificuldades que enfrentaram. Uma memória de superação que, um dia, poderá ser contada com leveza.


 

O marido que aprendeu a esperar, acompanhar e amar ainda mais. Para Matheus,  acompanhar o tratamento significou enfrentar uma das maiores impotências que alguém pode sentir: querer resolver algo que não está sob seu controle. “Por mais que não fosse no meu corpo, eu penso que a maior dificuldade era não poder fazer nada.”

Ele encontrou sua maneira de ajudar: estar presente. Esteve no Centro de Oncologia muitas vezes. Acompanhou sessões, efeitos colaterais, dias difíceis e, finalmente, a vitória. “Eu tenho o prazer de dizer que via a minha mulher vencer o câncer.”

O tratamento também mudou a maneira como o casal olha para a própria vida. Antes, trabalhavam durante o ano esperando o Réveillon. Agora, os planos são outros. “A gente amadurece em um estalar de dedos.”

E talvez seja justamente isso que Gabriela leve dessa primeira grande etapa: a vontade de continuar. Ela quer concluir a especialização em Odontopediatria, fazer mestrado e seguir construindo a vida que imaginou. “Eu sei que agora será melhor ainda.”

A vitória de uma mãe


 

Na manhã o dia seguinte, em 19 de agosto, o Centro de Oncologia voltou a ser cenário de uma celebração real. Desta vez, para Adriani Bressiani Rigo. A agricultora de 44 anos, moradora da área rural de Céu Azul, recebeu o diagnóstico de câncer de mama em janeiro. O nódulo exigiu cirurgia no dia seguinte. Depois vieram 16 sessões de quimioterapia. Todas realizadas no Centro de Oncologia da Unimed Cascavel.


 

Na última sessão, o box onde Adriani estava confortavelmente sentada foi transformado pela equipe. Faixas, luzes, cartazes e música deram ao espaço uma atmosfera diferente. Os profissionais que acompanharam a trajetória dela se reuniram para celebrar junto. Vieram os aplausos, os confetes, a emoção e, principalmente, a sensação de missão cumprida. “Eu me sinto vitoriosa”, disse Adriani.

O diagnóstico, ela admite que foi devastador. “Quando eu fiquei sabendo, o mundo caiu. Naquela hora, eu só queria chorar, e eu chorei muito.” Mas ela não fugiu. “Eu queria vencer essa batalha.” E encontrou forças onde sempre estiveram: na família e nas pessoas que caminharam com ela. “Todos os profissionais que encontrei até agora me ajudaram a levantar.”


 

A agricultora agora seguirá o protocolo médico, com acompanhamento pelos próximos dez anos e medicamentos para reduzir o risco de reincidência. A quimioterapia terminou, mas o cuidado continua. E a gratidão também. “Eu me sinto surpreendida com o atendimento que recebi aqui no Centro de Oncologia da Unimed Cascavel. Os profissionais aqui são excelentes. Eu dou sempre nota dez para tudo o que recebo aqui.”

Uma família inteira atravessou essa jornada com ela. Se para Adriani o tratamento aconteceu no corpo, a experiência foi vivida por todos que estão com ela. Ao lado esteve o marido, Gilberto Roque Rigo, agricultor de 51 anos. E o filho do casal, Henrique, de oito anos, que tem Síndrome de Down e diagnóstico de autismo.


 

Gilberto fez o que sabia fazer melhor: esteve presente. “Sempre fui parceiro. Tudo o que ela pedia, eu sempre tentei fazer para que ela pudesse seguir o tratamento com tranquilidade.” Para ele, cada etapa trouxe um aprendizado. “Cada passo que você dá na vida é um aprendizado diferente. Aprendemos muito com essa batalha.”

Até Henrique sentiu a mudança provocada pelo tratamento. No início, ficava triste e nervoso ao ver a mãe passando pela quimioterapia. Era uma família inteira aprendendo, dia após dia, a atravessar uma realidade que ninguém havia planejado. E, agora, todos puderam comemorar juntos.

Jeito de Cuidar

As histórias de Gabriela e Adriani são diferentes em idade, rotina, personalidade e trajetória. Mas há algo que as aproxima: ambas encontraram no Centro de Oncologia da Unimed Cascavel um lugar onde o tratamento não se resume à medicação. Ali, cada paciente é conhecida pelo nome, pela história e pelas necessidades.

O cuidado está nos detalhes: na equipe que acompanha, na escuta, na segurança, no conforto, na atenção e na capacidade de transformar um momento difícil em uma experiência mais humana. Foi isso que Gabriela sentiu. “É acolhedor. Este lugar te abraça e te acompanha 24 horas por dia, sabendo quem eu sou.” E foi isso que Adriani também reconheceu ao longo das 16 sessões.

Foram duas altas. Dois finais de ciclo. Duas celebrações que marcam uma história ainda maior. Porque o Centro de Oncologia da Unimed Cascavel não celebra apenas o término de uma quimioterapia. Celebra pessoas. Celebra famílias que permanecem juntas. Amigos que transformam medo em coragem. Profissionais que fazem do cuidado uma presença diária. E pacientes que descobrem, mesmo nos dias mais difíceis, uma força que talvez nem soubessem que tinham.

Gabriela e Adriani ainda têm caminhos pela frente. O acompanhamento continua, assim como os cuidados e os próximos capítulos de suas histórias. Mas, por alguns minutos, nos dias 18 e 19 de agosto, tudo o que importava era aquele instante.

Os aplausos.

Os abraços.

Os olhos marejados.

A música.

Os confetes.

E duas mulheres podendo dizer, cada uma à sua maneira: “Eu cheguei até aqui!”

No Centro de Oncologia da Unimed Cascavel, essas duas vitórias também pertencem a todos que estiveram ao lado delas.

Porque quando o cuidado é feito com excelência, nenhuma conquista é solitária.

Aqui tem gente. Aqui tem vida. Aqui tem Unimed.