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5 perguntas e respostas sobre o câncer de mama

Confira respostas para as dúvidas mais comuns sobre o câncer de mama.
09 de outubro, 2025

Há mais de 20 anos, a campanha Outubro Rosa promove a conscientização sobre o câncer de mama. Ainda assim, a desinformação continua sendo uma grande barreira.

Para ajudar, reunimos as respostas para as dúvidas mais comuns sobre a doença.

1. O que causa o câncer de mama?


O câncer de mama surge a partir da multiplicação de células anormais da mama. Não existe uma causa, mas sim um conjunto de fatores de risco que aumentam a chance de desenvolver a doença.

Entre os principais fatores ambientais e comportamentais estão:

Fatores ambientais e comportamentais:

• Sobrepeso e obesidade, principalmente após a menopausa;
• Consumo de bebidas alcoólicas;
• Falta de atividade física;
• Exposição à radiação (como tomografias e raios-x).

Já os fatores hormonais e reprodutivos incluem:

• Primeira menstruação antes dos 12 anos;
• Uso prolongado de anticoncepcionais;
• Primeira gestação após os anos 30 anos;
• Não ter filhos e não amamentar;
• Passar pela menopausa após os 55 anos;
• Fazer reposição hormonal após a menopausa.

Além de todos esses fatores, a idade também é determinante: o risco aumenta a partir dos 50 anos.


2. O câncer de mama é hereditário?


Na maioria dos casos, não. O que existe é uma predisposição genética. Mulheres com histórico de câncer de mama ou de ovário em mãe, irmã ou filha apresentam maior risco.

Alterações nos genes BRCA1 e BRCA2 também estão relacionados à maior incidência da doença.

Você sabia?

Apesar de raro, com apenas 1% dos casos, homens também podem ter câncer de mama, sendo mais comum a partir dos 60 anos ou mais e naqueles com histórico familiar da doença.

 

3. Quais são os sintomas do câncer de mama?

Os sintomas mais comuns envolvem a região da mama:

• Nódulos, mesmo que indolores;
• Vermelhidão na pele;
• Pele retraída e se assemelhando a uma casca de laranja;
• Alterações no mamilo, como o mamilo invertido ou secreções;
• Nódulos menores na região do pescoço e/ou axilas.

 

Lembre-se:

Nem sempre os sintomas significam câncer. Apenas um médico, com os exames corretos, pode dar o diagnóstico.

 

4. Quais exames ajudam no diagnóstico?

O autoexame das mamas deixou de ser recomendado como método de rastreamento, mas continua sendo útil para que a mulher conheça o próprio corpo e perceba alterações.

 Hoje, os principais exames são:

• Exame clínico: realizado por um médico durante a consulta.
• Mamografia: principal exame para detectar alterações suspeitas. É indicada, em geral, a cada dois anos para mulheres entre 50 e 69 anos.
• Biópsia: confirma o diagnóstico ao analisar uma amostra da lesão.

Para mulheres de 40 a 49 anos, a mamografia pode ser feita em casos específicos, já que as mamas são mais densas e os resultados menos precisos.

5. Existe uma forma de prevenir o câncer de mama?

Não há como garantir a prevenção total, mas até 30% dos casos podem ser evitados com hábitos saudáveis, segundo o INCA. Adotar pequenas mudanças faz a diferença, veja:

• Manter o peso adequado;
• Praticar atividade física regular;
• Seguir uma alimentação equilibrada;
• Reduzir o consumo de bebidas alcoólicas.
 


 

O papel do diagnóstico precoce:

O câncer de mama, na maioria das vezes, é silencioso. Por isso, consultas regulares e exames de rotina são fundamentais. Detectar a doença no início aumenta as chances de um tratamento eficaz e menos agressivo. Conhecer o próprio corpo, estar atenta a mudanças e buscar ajuda médica são passos simples, mas que podem salvar vidas.



Fontes: Instituto Nacional do Câncer (INCA), Ministério da Saúde, Hospital Hcor


Agência SA365 | Edição e Revisão: Unimed do Brasil
Revisão técnica: equipe médica da Unimed do Brasil