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Voltar Manchas de idade e como cuidar da pele do idoso
Com o passar dos anos, a pele perde parte da sua sustentação natural e passa a reagir de forma diferente a fatores como exposição solar, atrito e ressecamento.
Essas mudanças estruturais favorecem o aparecimento de manchas e pequenas lesões, além de provocarem maior fragilidade nas mãos, braços e rosto.
Para se ter uma ideia do impacto do tempo, a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) destaca que quatro em cada cinco pessoas com mais de 80 anos apresentam alguma queixa dermatológica.
Conhecer a origem dessas alterações ajuda a entender o que merece avaliação médica e facilita a escolha dos cuidados certos para manter a saúde em dia.
A pele muda porque, com o envelhecimento, há uma redução da produção de colágeno e elastina (que dão firmeza à pele) e da oleosidade (responsável pela hidratação).
Sem essas proteínas para manter a elasticidade e sem a barreira de umidade natural, o tecido cutâneo tende a se tornar mais fino, ressecado e frágil.
Além dessa perda interna de sustentação, a derme sofre com o forte impacto do fotoenvelhecimento, que é a degradação acelerada das células causada por décadas de radiação solar.
A combinação dessa perda de flexibilidade natural com o desgaste ambiental reduz a capacidade de proteção da pele, o que explica a facilidade em formar pequenos machucado, hematomas e manchas.
As alterações mais comuns na pele do idoso são o eczema senil, a púrpura senil, os lentigos solares (as chamadas “manchas de idade”) e os angiomas rubi.
Cada uma tem uma causa e uma aparência específica, e conhecer essas diferenças pode ajudar a evitar preocupações desnecessárias:
Uma mancha merece avaliação quando muda de tamanho, cor ou formato, sangra sem motivo ou não cicatriza.
Isso não significa que toda mancha nova seja motivo de alarme, mas o acompanhamento regular com um dermatologista é a forma mais segura de monitorar essas mudanças.
Vale observar o surgimento de áreas avermelhadas e descamativas, ásperas ao toque, como uma lixa.
Essas características costumam indicar a presença de queratose actínica. Ela é causada pela exposição solar e pode evoluir para um câncer de pele se não for tratada a tempo.
A boa notícia é que, quanto mais precoce o diagnóstico, mais simples é o seu tratamento.
Os cuidados essenciais com a pele do idoso são banho com água morna e sabão neutro, hidratação diária e proteção solar constante. Essas medidas reduzem o ressecamento e a fragilidade descritos anteriormente.
A Sociedade Brasileira de Dermatologia recomenda a aplicação de hidratantes específicos para peles maduras e o uso diário de protetor solar, mesmo em dias nublados, para diminuir o avanço de novas manchas e lesões.
Na prática, esses cuidados podem ser organizados da seguinte forma:
Fonte: https://viverbem.unimed.coop.br/familia-em-foco/cuidados-com-os-idosos/manchas-de-idade-como-cuidar-pele-idoso/
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