Notícias 

Veja abaixo as principais notícias da Unimed Paranaguá.
https://www.unimed.coop.br/site/o/sites-theme/images/cards-noticias/capa_pagina.png

Ronco e apneia - Uma doença silenciosa

Quase todo mundo deixa de respirar por alguns segundos durante o sono, sem sofrer qualquer dano. Quando essas paradas respiratórias ocorrerem várias vezes enquanto a pessoa dorme, é possível que ela sofra da síndrome da apneia obstrutiva do sono (SAOS), um problema que pode ter consequências negativas não só para o bem-estar ao longo do dia como também à saúde no geral. Neste Momento Saúde, a Dra. Carolina Tarachuque Fangueiro cooperada da Unimed Paranaguá fala sobre esta síndrome a relação dela com o ronco.
Texto: Comunicação e Marketing - Unimed Paranaguá
        11 de junho, 2021

Qual a diferença entre ronco e apneia?

O ronco é ruído produzido pela vibração dos tecidos moles da garganta, quando há um estreitamento nessa região, seja por obstrução nasal, hipertrofia amigdaliana, alterações craniofaciais como mandíbula retroposicionada, posição de dormir (barriga para cima), ganho de peso, uso de alguns medicamentos.

 

O ronco também pode acontecer em situações eventuais como resfriado ou após o consumo de bebida alcoólica. Quando o ronco fica habitual (mais de quatro vezes por semana) é um sinal e alerta e pode estar atrapalhando o seu sono e de quem dorme com você.

 

Segundo dados da Academia Americana de Medicina do sono, até 40% dos homens e 24% das mulheres podem apresentar o ronco habitual.

 

A apneia do sono é uma pausa respiratória que ocorre durante o sono com duração de segundos. O ronco pode ser um sinal de apneia do sono, mas nem todo mundo que ronca tem apneia.

 

Existe alguma causa comum para roncos e apneia?

O ganho de peso é o principal fator de risco para o aparecimento e agravamento dessas condições, porém, algumas alterações anatômicas favorecem o surgimento de roncos e apneia, tais quais: desvio do septo nasal, hipertrofia dos cornetos nasais, hipertrofia amigdaliana, atresia maxilar, micrognatia, palato ongival, macroglossia, rinite e sinusites.

 

Quais os principais sintomas de uma pessoa que sofre de ronco e apneia?

Algumas pessoas não sabem que roncam e um alerta pode ser a sensação de boca seca pela manhã. A queixa de ronco e apneia geralmente é relatada pelo companheiro e/ou companheira durante a consulta.

 

Na apneia, essas pausas respiratórias podem ocorrer várias vezes durante a noite provocando fragmentação do sono, gerando um sono de má qualidade além de levarem a sérias consequências para saúde como hipertensão, infarto agudo do miocárdio, AVC, diabetes entre outras.

 

Sintomas como sonolência e cansaço durante o dia, cefaleia matinal, irritabilidade, falta de atenção e concentração, problemas de memória, no humor, agravamento da pressão arterial sistêmica estão entre os sintomas de apneia.

 

Nas crianças, sintomas como agitação, baixo desenvolvimento pôndero-estatural, baixo desempenho escolar também estão relacionadas com ronco e apneia do sono.

Como constatar que sofro de apneia do sono?

Através do exame de polissonografia. Esse exame diferencia se o ronco está acontecendo sozinho ou associado à apneia do sono, além de definir a gravidade da apneia (você saberá quantas vezes ela ocorre durante o sono). É o exame padrão-ouro para diagnóstico dos distúrbios respiratórios do sono. Pode ser feito no laboratório do sono ou domiciliar.

 

 

Existe tratamento? Qual?

Sim, existem várias formas de tratamento, desde tratamentos clínicos como perda de peso, fonoterapia, aparelhos intra oral, CPAP (aparelho que fornece uma pressão de oxigênio nas vias aéreas para mantê-las abertas), tratamento nasal até cirurgias. É fundamental uma avaliação clinica e um exame físico detalhado do paciente para indicar o melhor tratamento para cada caso.

 

Se você ronca e apresenta sintomas como acordar cansado, sonolência durante o dia mesmo dormindo uma quantidade de horas adequeadas procure um especialista para cuidar do seu sono. Dormir bem é fundamental para sua saúde e qualidade de vida!


Dra Carolina Tarachuque Fangueiro é médica formada pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná, possui Residência Médica em Otorrinolaringologia pela Clínica Otorhinus - São Paulo-SP e Titulo de Especialista em Otorrinolaringologia pela ABORL-CCF. Também fez Curso de Capacitação em Medicina do Sono pelo Instututo do Sono - São Paulo-SP e Fellowship em Otorrinolaringologia Geral e Medicina do Sono no Hospital IPO.