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Hanseníase: suas causas, sintomas e tratamento

No mês de Conscientização sobre a Hanseníase, a Unimed Paranaguá preparou uma matéria exclusiva explicando sobre o que é a doença, a forma de transmissão, quais os seus sintomas e como é realizado o tratamento.
Texto: Medicina Preventiva — Unimed Paranaguá
        17 de janeiro, 2022

O que é Hanseníase?

A hanseníase é uma doença infecciosa, contagiosa, de evolução crônica, causada pela bactéria Mycobacterium leprae. Atinge principalmente a pele, as mucosas e os nervos periféricos, com capacidade de ocasionar lesões neurais, podendo acarretar danos irreversíveis, inclusive exclusão social, caso o diagnóstico seja tardio ou o tratamento inadequado.

A infecção por hanseníase acomete pessoas de ambos os sexos e de qualquer idade. Entretanto, é necessário um longo período de exposição à bactéria, sendo que apenas uma pequena parcela da população infectada realmente adoece.

As lesões neurais decorrentes conferem à doença um alto poder incapacitante, principal responsável pelo estigma e discriminação às pessoas acometidas pela doença.

O Brasil ocupa a 2ª posição do mundo entre os países que registram casos novos. Em razão de sua elevada carga, a doença permanece como um importante problema de saúde pública no país, sendo de notificação compulsória e investigação obrigatória. 

Quais são os principais sinais e sintomas da Hanseníase?

Manchas (brancas, avermelhadas, acastanhadas ou amarronzadas);

Área(s) da pele com alteração da sensibilidade térmica (ao calor e frio) e/ou dolorosa (à dor) e/ou tátil (ao tato);

Comprometimento do (s) nervo (s) periférico (s) – geralmente espessamento (engrossamento) –, associado a alterações sensitivas e/ou motoras e/ou autonômicas;

Áreas com diminuição dos pelos e do suor;

Sensação de formigamento e/ou fisgadas, principalmente em mãos e pés;

Diminuição ou ausência da sensibilidade e/ou da força muscular na face, e/ou nas mãos e/ou nos pés;

Caroços (nódulos) no corpo, em alguns casos avermelhados e dolorosos. 

Como a Hanseníase é transmitida?

A transmissão ocorre quando uma pessoa com hanseníase, na forma infectante da doença, sem tratamento, elimina o bacilo para o meio exterior (Através de gotículas de saliva eliminadas na fala, tosse ou espirro), infectando outras pessoas suscetíveis, ou seja, com maior probabilidade de adoecer.

 A hanseníase apresenta longo período de incubação, ou seja, o tempo em que os sinais e sintomas se manifestam desde a infecção. Geralmente, esse período dura em média de dois a sete anos; porém, há referências a períodos inferiores a dois e superiores a dez anos.  

Como é realizado o diagnóstico da hanseníase?

O diagnóstico de caso de hanseníase é realizado por meio do exame físico geral e dermatoneurológico para identificar lesões ou áreas de pele com alteração de sensibilidade e/ou comprometimento de nervos periféricos, com alterações sensitivas e/ou motoras e/ou autonômicas.

Em crianças, o diagnóstico da hanseníase exige avaliação ainda mais criteriosa. Casos de hanseníase em crianças podem sinalizar transmissão ativa da doença, especialmente entre os familiares; por esse motivo, deve-se intensificar a investigação dos contatos.

Como é feito o tratamento da hanseníase?

O tratamento medicamentoso é realizado com a associação de três antimicrobianos - rifampicina, dapsona e clofazimina – a qual denominamos de Poliquimioterapia Única (PQT-U). Essa associação diminui a resistência medicamentosa do bacilo, que ocorre com frequên­cia quando se utiliza apenas um medicamento, o que acaba impossibilitando a cura da doença.

A duração do tratamento varia de acordo com a forma clínica da doença. Os medicamentos são seguros e eficazes. Ainda no início do tratamento, a doença deixa de ser transmitida. Familiares, colegas de trabalho e amigos, além de apoiar o tratamento, também devem ser examinados.

Informações importantes

  • A gravidez e o aleitamento materno não contraindicam o uso de PQT-U;

  • Pessoas com peso inferior a 30 Kg devem ter as doses de medicamentos ajustadas para sua condição;

  • O uso de anticoncepcionais orais pode ter sua ação reduzida pelo uso da rifampicina;

  • É importante que os contatos de pacientes com hanseníase também sejam avaliados por um profissional de saúde;

Em 2019 o Brasil registrou 27.864 novos casos de hanseníase. No Paraná o maior problema é o desconhecimento da doença, que faz com que os casos, sejam detectados tardiamente, muitas vezes apenas pelas sequelas que já apresentam.


 

Fonte: Ministério da Saúde e Secretaria de Saúde do Paraná (2021)

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