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Doação de múltiplos órgãos no Hospital Unimed Sergipe amplia possibilidades de vida para pacientes que aguardam transplante

Captação de coração, fígado, rins e córneas mobilizou equipes especializadas e marcou a segunda captação de coração realizada pela instituição em 2026
25 de agosto, 2026

Na madrugada de sábado, 22 de agosto, o Hospital Unimed Sergipe realizou uma captação de múltiplos órgãos e tecidos para transplante. Foram captados coração, fígado, rins e córneas, destinados, conforme os critérios técnicos e a logística do Sistema Nacional de Transplantes, a pacientes que aguardam por uma oportunidade de transplante.

O procedimento envolveu a atuação integrada das equipes assistenciais do Hospital Unimed Sergipe, da Organização de Procura de Órgãos (OPO), da Central Estadual de Transplantes e dos profissionais responsáveis pelas diferentes etapas do processo.

Antes da captação, a equipe realizou um minuto de silêncio em homenagem à doadora, em respeito à sua história, à decisão da família e às vidas que poderão ser impactadas a partir desse gesto.

A captação representa também um importante indicador da capacidade assistencial do Hospital Unimed Sergipe. Esta foi a segunda captação de coração realizada na instituição em 2026, procedimento que exige estrutura adequada, atuação multiprofissional coordenada e assistência contínua para preservação das condições clínicas necessárias à viabilidade dos órgãos destinados ao transplante.

Segundo a diretora técnica do Hospital Unimed Sergipe, Dra. Paula Helena, o processo começa muito antes do momento da captação.

“Uma doação de órgãos só é possível quando existe um cuidado rigoroso e contínuo com o paciente, desde o primeiro atendimento até o processo que antecede a captação. É uma assistência conduzida por profissionais capacitados, comprometidos e integrados, que atuam com competência, sensibilidade e respeito para que essa possibilidade de salvar outras vidas se torne realidade.”

A diretora destaca ainda que um processo dessa complexidade depende da integração entre diferentes profissionais e instituições.

“Cada etapa exige responsabilidade, precisão e trabalho conjunto. Quero reconhecer toda a equipe do Hospital Unimed Sergipe e os profissionais envolvidos nesse processo. Por trás de cada órgão que pode chegar a um paciente que aguarda por um transplante existe uma grande mobilização técnica e humana.”

No Brasil, a doação de órgãos após a morte depende da autorização familiar. Por isso, mesmo quando uma pessoa manifesta em vida o desejo de ser doadora, conversar sobre essa decisão com seus familiares é fundamental.

A família da doadora autorizou a doação, possibilitando que coração, fígado, rins e córneas fossem encaminhados para transplante.

“Em um momento de profunda dor, uma família tomou uma decisão capaz de oferecer esperança a outras pessoas. É um gesto de generosidade que merece todo o nosso respeito e reconhecimento”, afirma Dra. Paula Helena.

A realização de uma captação de múltiplos órgãos reúne duas dimensões indissociáveis: a solidariedade de uma família que autoriza a doação e uma rede de profissionais e instituições preparada para transformar essa decisão em possibilidade concreta de transplante.

Para o Hospital Unimed Sergipe, integrar a rede de doação e transplantes representa a oportunidade de contribuir, por meio de sua estrutura e de suas equipes assistenciais, para novas possibilidades de vida.