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Voltar Médica da Unimed Teresina alerta para diagnóstico precoce das doenças intestinais

Médica da Unimed Teresina alerta para diagnóstico precoce das doenças intestinais

Campanha Maio Roxo reforça conscientização sobre doença de Crohn e retocolite ulcerativa.
29 de maio, 2026

Na Unimed Teresina, o tema ganha destaque como um alerta para a importância do diagnóstico precoce e da adoção de hábitos saudáveis como pilares fundamentais para a prevenção e controle das doenças gastrointestinais. A médica gastroenterologista Luana Chaib (CRM: 4351) explica que as doenças inflamatórias intestinais são crônicas, multifatoriais e podem afetar significativamente a rotina dos pacientes.

Dor abdominal frequente, alterações intestinais persistentes, perda de peso inexplicável e cansaço excessivo podem ser sinais de doenças inflamatórias intestinais, como a doença de Crohn e a retocolite ulcerativa. Durante o Maio Roxo, a campanha mundial de conscientização busca ampliar o debate sobre sintomas, prevenção, qualidade de vida e tratamento, além de incentivar a população a olhar com mais atenção para a saúde intestinal.

“As doenças inflamatórias intestinais são divididas principalmente em doença de Crohn e retocolite ulcerativa. Ambas provocam inflamações no intestino, causando lesões e sintomas que impactam diretamente a qualidade de vida do paciente. São doenças que envolvem fatores genéticos, imunológicos e ambientais, incluindo alimentação e estilo de vida”, explica a especialista. 

 

Segundo a médica, embora a predisposição genética tenha um papel importante, fatores ligados à rotina moderna também contribuem para o agravamento dos quadros, especialmente o consumo excessivo de alimentos ultraprocessados, o tabagismo, a privação do sono e o desequilíbrio emocional.

“A saúde intestinal está diretamente ligada à saúde mental e à imunidade. Sono de qualidade, alimentação equilibrada e cuidado com a saúde emocional são fundamentais não apenas para prevenção, mas principalmente para o controle da doença e para manter o paciente em remissão”, destaca Luana Chaib.

Entre os principais sinais de alerta das doenças inflamatórias intestinais estão diarreia persistente, presença de sangue ou muco nas fezes, dores abdominais e perda de peso. Nessas situações, buscar atendimento médico é essencial para investigação adequada.

A gastroenterologista reforça que a colonoscopia é um exame indispensável nesse processo. Apesar do preconceito que ainda cerca o procedimento, ela destaca que o exame salva vidas e permite diagnósticos mais precoces e precisos.

“A colonoscopia é um exame fundamental. Muitas pessoas ainda têm resistência ou vergonha, principalmente os homens, mas precisamos quebrar esse estigma. Quanto mais cedo identificamos alterações intestinais, maiores são as chances de controlar a doença e oferecer mais qualidade de vida ao paciente”, afirma.

 

 

Relação entre alimentação, ansiedade e saúde intestinal

 

O alerta do Maio Roxo também amplia o olhar sobre problemas digestivos cada vez mais frequentes na população, como refluxo e gastrite. De acordo com a especialista, embora muitas pessoas confundam as condições, elas possuem causas diferentes.

 

“A doença do refluxo tem uma relação muito forte com a alimentação e também com a ansiedade. Café em excesso, cigarro, bebidas alcoólicas e alimentos ultraprocessados são fatores importantes. Já a gastrite está mais relacionada à bactéria H. pylori, uso de anti-inflamatórios e álcool”, explica.

 

A médica também chama atenção para o impacto emocional sobre o sistema gastrointestinal. Segundo ela, existe uma conexão direta entre cérebro e intestino, fazendo com que situações de ansiedade e estresse agravem sintomas digestivos.

“O eixo cérebro-intestino é real. O estresse e a ansiedade interferem diretamente no funcionamento gastrointestinal. Muitas vezes, o paciente trata apenas o sintoma físico e esquece que saúde mental também faz parte do tratamento, uma vez que a saúde intestinal está diretamente ligada à saúde mental e à imunidade. Existe um tripé fundamental para o equilíbrio do organismo: alimentação adequada, sono de qualidade e saúde emocional. Esses fatores são essenciais não apenas para a prevenção, mas também para o controle da doença”, destaca Luana Chaib”.

 

Uso consciente das canetas emagrecedoras exige acompanhamento médico

 

Outro ponto que merece atenção, segundo a gastroenterologista Luana Chaib, é o uso indiscriminado das chamadas “canetas emagrecedoras”. Apesar dos resultados positivos no tratamento da obesidade e no auxílio à perda de peso, o uso sem acompanhamento médico pode provocar importantes impactos gastrointestinais.

De acordo com a especialista, medicamentos desse tipo atuam retardando o esvaziamento do estômago, o que aumenta a sensação de saciedade, mas também favorece sintomas como refluxo, náuseas, vômitos, diarreia e constipação.

“O uso precisa ser acompanhado e individualizado. Muitos pacientes começam doses elevadas por conta própria ou utilizam medicamentos sem procedência adequada, o que aumenta os riscos. Além disso, é importante entender que a medicação não resolve sozinha a causa do ganho de peso. Se hábitos e comportamentos não forem trabalhados, o peso tende a retornar após a suspensão do uso”, alerta a médica.