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Voltar Doutor Responde: Quando o consumo de álcool se torna um problema de saúde mental e precisa de acompanhamento médico?

Doutor Responde: Quando o consumo de álcool se torna um problema de saúde mental e precisa de acompanhamento médico?

17 de julho, 2026


 

O consumo de bebidas alcoólicas faz parte da rotina de muitas pessoas e está presente em diversos momentos de convivência social. No entanto, quando a bebida passa a interferir na saúde, nos relacionamentos e na capacidade de cumprir as atividades do dia a dia, é um sinal de que o hábito pode ter se transformado em um problema de saúde mental.

"É importante entender que o alcoolismo é uma doença e não uma falta de força de vontade. Quanto mais cedo a pessoa reconhece os sinais e procura ajuda especializada, maiores são as chances de recuperação e de retomada da qualidade de vida", explica a médica psiquiatra da Unimed Jaboticabal, Dra. Thalita Alves de Oliveira.

Conhecido tecnicamente como Transtorno por Uso de Álcool, o alcoolismo altera o funcionamento do cérebro e compromete o controle sobre o consumo da bebida. O diagnóstico é feito por um médico, que avalia não apenas a quantidade de álcool ingerida, mas principalmente os impactos que esse consumo provoca na vida da pessoa.

Um dos principais sinais de alerta é beber mais do que o planejado ou perceber que não consegue reduzir ou interromper o consumo, mesmo quando existe esse desejo. A compulsão para beber também é um indicativo importante, assim como a sensação de que o álcool se tornou indispensável para enfrentar situações do cotidiano.

Com a evolução do quadro, começam a surgir prejuízos em diferentes áreas da vida. O consumo excessivo pode comprometer o desempenho no trabalho, nos estudos e nas relações familiares, além de levar ao abandono de atividades de lazer e convivência social.

Outro aspecto que merece atenção é quando a pessoa continua bebendo apesar de já apresentar problemas físicos ou emocionais relacionados ao álcool, como ansiedade, depressão, alterações no sono, doenças do fígado ou outras complicações de saúde. Também é preocupante consumir bebidas alcoólicas em situações de risco, como antes de dirigir ou operar máquinas.

Nem toda pessoa que consome álcool desenvolve alcoolismo. O problema é identificado quando existe um conjunto de comportamentos que demonstram perda de controle sobre o consumo e prejuízo significativo para a qualidade de vida. Por isso, o acompanhamento médico é fundamental para avaliar cada caso de forma individual.

Além dos impactos físicos, o alcoolismo frequentemente está associado a outros transtornos mentais, especialmente ansiedade e depressão. Em alguns casos, o álcool é utilizado como uma tentativa de aliviar o sofrimento emocional, mas esse efeito é temporário e acaba agravando o problema com o passar do tempo.

O tratamento pode envolver acompanhamento psiquiátrico, psicoterapia, orientação familiar e, quando necessário, medicamentos que auxiliam no controle da compulsão e na prevenção de recaídas. Quanto mais cedo o tratamento é iniciado, maiores são as chances de recuperação.
Reconhecer que existe um problema e procurar ajuda não deve ser motivo de vergonha. O alcoolismo é uma doença tratável, e o atendimento especializado permite que o paciente recupere sua saúde, sua autonomia e sua qualidade de vida.

A Dra. Thalita Alves de Oliveira é formada pela Faculdade de Medicina de Catanduva (FAMECA/UNIFIPA), com especialização em Psiquiatria pelo Hospital São Marcos e título de especialista em Psiquiatria concedido pela Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP).

A médica atende clientes da Unimed Jaboticabal em seu consultório:

Jaboticabal
Rua Rui Barbosa, 1406 – Centro
Telefones: (16) 98218-5171.

 

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