Doença de Parkinson

Dia Mundial do parkinsoniano: 04/04

Doença de Parkinson

Dia Mundial do parkinsoniano: 04/04

10 Abril 2007

A doença de Parkinson é uma doença neurológica, que afeta os movimentos da pessoa, provoca tremores, lentidão de movimentos, rigidez muscular, desequilíbrio, e alterações na fala e na escrita. Não é uma doença fatal, nem contagiosa, não afeta a memória ou a capacidade intelectual do parkinsoniano. Também não há evidências de que seja hereditária. Apesar dos avanços científicos, ainda continua incurável, é progressiva (variável em cada paciente) e a sua causa ainda continua desconhecida até hoje. Ela foi descrita pelo médico Inglês James Parkinson em 1817.

A anomalia principal consiste numa perda de neurônios de uma área especifica do cérebro que irá produzir a diminuição de uma substancia chamada de dopamina, provocando alteração dos movimentos que não são voluntários, que são chamados extrapiramidais.
Essas células produzem uma substância chamada dopamina, que conduz as correntes nervosas (neurotransmissores) ao corpo. A falta ou diminuição da dopamina afeta os movimentos do paciente, provocando os sintomas acima indicados.


Quem pode desenvolver Parkinson?


A doença pode afetar qualquer pessoa, independentemente de sexo, raça, cor ou classe social, porém, tende a afetar pessoas mais idosas. Pode também acontecer nas idades mais jovens, embora os casos sejam mais raros, mas a grande maioria das pessoas tem os primeiros sintomas geralmente a partir dos 50 anos de idade. Um por cento das pessoas com mais de 65 anos têm a doença de Parkinson.


Como é feito o diagnóstico?


O diagnóstico da doença faz-se baseada na história clínica do doente e no exame neurológico. Não há nenhum teste específico para fazer o diagnóstico da doença de Parkinson, nem para a sua prevenção, portanto, o diagnóstico é feito por exclusão.

Sintomas desenvolvidos:


A história usual de quem é acometido pela doença de Parkinson consiste num aumento gradual dos tremores, maior lentidão de movimentos, caminhar arrastando os pés, postura inclinada para a frente.

O tremor típico afeta os dedos ou as mãos, mas pode também afetar o queixo, a cabeça ou os pés. Pode ocorrer num lado ou nos dois, e pode ser mais intenso num lado que no outro. O tremor ocorre quando nenhum movimento está sendo executado, e por isso é chamado de tremor de repouso. Por razões que ainda são desconhecidas, o tremor pode variar durante o dia, e torna-se mais intenso quando a pessoa fica nervosa, podendo desaparecer quando está completamente descontraída. O tremor é mais notado quando a pessoa segura com as mãos um objeto leve como um jornal. Durante o sono, os tremores desaparecem.
Embora esse sintoma não seja notado por outras pessoas, a lentidão de movimentos é, talvez, o maior problema para o parkinsoniano. Uma dos primeiros sintomas que os familiares notam, é que o doente demora mais tempo para executar certas coisas que antes fazia com mais desenvoltura. Cozinhar, banhar-se, vestir-se, preencher cheques, tudo isso leva cada vez mais tempo. É comum colocarem a culpa na sua velhice quando a pessoa fica mais idosa. Mas a lentidão de movimentos evolui mais rapidamente do que o envelhecimento normal.

A rigidez muscular é outra característica da doença. O afetado pela doença pode ou não senti-la, mas o médico pode verificar no consultório se ela existe nos braços, nas pernas e até no pescoço. A face torna-se rígida e parece que está congelada. Não se sabe se é a rigidez que causa a postura anormal do parkinsoniano. Quando se sentam têm também a tendência de inclinar a cabeça e encolher os ombros.

O caminhar do parkinsoniano se parece com o de uma pessoa idosa. Os ombros estão encolhidos e inclinados para a frente, os braços caem paralelos ao corpo e quase não balançam. Os calcanhares arrastam-se no chão causando um caminhar bastante típico.
O médico neurologista é o profissional indicado para diagnosticar e tratar da doença de Parkinson.

A doença progride muito variável e desigual entre os pacientes. Para alguns parece que a doença está estabilizada, porque a evolução é muito lenta. Na maior parte dos casos a lentidão causada pela enfermidade altera a qualidade de vida do paciente. É impossível predizer o futuro. Em contraste com outras enfermidades, a doença de Parkinson não piora rapidamente, possui um curso vagaroso, regular e sem rápidas ou dramáticas mudanças.


Tratamento:


É importante lembrar e compreender que não existe cura atualmente para a doença, mas existe tratamento que pode retardar os efeitos da mesma e os sintomas podem ser combatidos. A própria genética humana, constitui uma barreira para a cura da doença. No cérebro, ao contrário do restante do organismo, as células não se renovam, e por isso, não há nada a fazer diante da morte das células produtoras da dopamina na substância negra. A grande arma da medicina para combater o Parkinson são os remédios e cirurgias, além da fisioterapia e a terapia ocupacional. Todas elas combatem apenas os sintomas. A fonoaudiologia também é muito importante para os que têm problemas com a fala e a voz.

O tratamento pode ser feito através de medicamentos, pode ser psicoterápico ou cirúrgico.

O tratamento medicamentoso deve ser receitado pelo medico neurologista.

O tratamento psicoterápico consiste em acompanhamento comum psicoterapeuta, pois o doente pode desenvolver depressão, graus diversos de demência, próprios da doença que podem piorar pelos medicamentos inicialmente indicados, por isso a importância do acompanhamento com um especialista.

Já o tratamento cirúrgico vem sendo há décadas utilizado ora para tremores, ora contra rigidez, com técnicas e resultados variáveis e discutíveis. Com o avançar da tecnologia, o tratamento cirúrgico vem sendo indicado em casos sumamente selecionados.




Rafael Henrique Barzotto

Fonte: Enfermeira Kelli Cristina de Souza - COREN:33200282