Voltar Parcerias público-privadas são caminho para o futuro da saúde, defendem especialistas em painel da Unimed

Parcerias público-privadas são caminho para o futuro da saúde, defendem especialistas em painel da Unimed

Parcerias público-privadas são caminho para o futuro da saúde, defendem especialistas em painel da Unimed
14 de outubro, 2025

No painel “Repensando o Sistema de Saúde por meio de Parcerias Público-Privadas”, realizado pela Unimed do Brasil, o professor e ex-ministro da Saúde de Portugal, Adalberto Campos Fernandes, e o médico oncologista e ex-ministro da Saúde do Brasil, Nelson Teich, debateram os principais desafios e caminhos para o fortalecimento dos sistemas de saúde. Mediado por Danúbio Antônio de Oliveira, diretor de Administração e Finanças da Unimed do Brasil, o encontro promoveu uma reflexão sobre o papel das parcerias entre os setores público, privado e filantrópico na busca por um atendimento mais eficiente e sustentável.

Durante sua fala, Adalberto Campos destacou que o envelhecimento populacional é um dos maiores desafios globais para os sistemas de saúde, lembrando que a Organização Mundial da Saúde (OMS) projeta 2,1 bilhões de pessoas acima de 60 anos até 2050. O ex-ministro português explicou que os governos ainda não estão preparados para lidar com o aumento da demanda e os custos crescentes.

Compartilhando a experiência de Portugal com as parcerias público-privadas, Adalberto enfatizou a necessidade de uma articulação entre os setores público, privado e social para garantir cobertura universal e reduzir desigualdades. “O futuro será de escassez de recursos e mais necessidades em saúde”, alertou, defendendo cooperação e planejamento conjunto para enfrentar essa realidade.

Nelson Teich trouxe uma análise sobre o cenário brasileiro, reforçando que a prioridade deve ser melhorar o cuidado com as pessoas e fazer com que a inovação tecnológica chegue de forma equitativa à população. Para ele, a sustentabilidade do sistema depende de gestão baseada em dados e planejamento de longo prazo, evitando o que chamou de “gestão reativa”, centrada apenas na resolução imediata de problemas. O ex-ministro brasileiro ressaltou que é fundamental criar uma infraestrutura sólida para transformar boas ideias em ações concretas e resultados reais, especialmente no contexto do Sistema Unimed, uma ampla rede de cooperativas médicas no país.

O debate apontou para a urgência de reformular a governança da saúde, unindo competências dos diferentes setores e promovendo decisões baseadas em evidências e informação. Tanto Adalberto quanto Teich convergiram na visão de que a colaboração e o planejamento estratégico serão determinantes para garantir a sustentabilidade dos sistemas de saúde frente ao envelhecimento populacional, às restrições econômicas e ao avanço tecnológico. A mensagem deixada aos participantes foi clara: o futuro da saúde depende da capacidade de trabalhar juntos para cuidar melhor das pessoas.