Voltar Agentes de IA na saúde: o futuro que já começou

Agentes de IA na saúde: o futuro que já começou

Especialistas discutem o papel da inteligência artificial na transformação do diagnóstico, do cuidado e da relação médico-paciente, durante a Convenção Técnica Unimed.
Texto: Agência Unimed de Notícias
07 de agosto, 2025

Durante o último dia da Convenção Técnica Unimed, o palco Atenção Integral à Saúde recebeu a palestra “Agentes de IA na saúde e seu papel na transformação de diagnósticos e tratamento”, com a participação do médico e consultor Vitor Hugo Zeilman e de Luciano Luis Mantelli, representante da FOURGE Tech. Mediado por Karen Aoki, da Unimed do Brasil, o encontro trouxe visões complementares sobre o impacto da inteligência artificial no setor de saúde, a partir das experiências médica e empreendedora dos palestrantes.
 



Zeilman destacou a necessidade de incorporar a cultura de inovação na prática médica, levantando questões sobre o futuro da profissão, como: “Não utilizar IA durante o atendimento será considerado má prática médica?”. Ele ressaltou que, apesar do caráter conservador do setor, a tecnologia já promove mudanças significativas, desde o uso de prontuários eletrônicos até transformações estruturais nas áreas epidemiológica, nutricional e tecnológica. Para ele, a IA tem o potencial de libertar o médico de tarefas administrativas, permitindo consultas mais humanas e precisas.



Por outro lado, Luciano Mantelli apresentou os agentes de IA como ferramentas fundamentais para alcançar pacientes em contextos onde a presença humana ainda é limitada. Segundo ele, esses agentes são autônomos, capazes de tomar decisões e auxiliar tanto no monitoramento remoto quanto na automação do cuidado. No entanto, alertou sobre os riscos dos vieses algorítmicos e da segurança de dados. Ambos os palestrantes concordaram que a real transformação passa por uma mudança de jornada e pela construção de modelos de negócios centrados no cuidado humano — pois, para que a IA seja útil, é preciso primeiro tornar as empresas mais humanas.