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A interoperabilidade está presente no Sistema Unimed desde a década de 1990, como com o intercâmbio. Isso promove a troca de informações entre as operadoras, mas os desafios ainda existem. Marcelo Dalagassa, especialista em tecnologia, ciência de dados e inteligência artificial, citou a dispersão de dados e a assimetria das informações.
“Nem sempre temos os dados da jornada do paciente. Então, por que não agregar essa visão com as informações clínicas?”, questionou ele, que atua no Núcleo de Inteligência e Informações em Saúde (NIIS) da Unimed Paraná.
Para ele, em um cenário em que cada Unimed tem seu próprio sistema de gestão e prontuário, é preciso ir além da transmissão de dados, com a necessidade de padronizá-los. Em seguida, ele apresentou os projetos da Unimed Paraná para organizar o envio e recebimento das informações, assim como o arquivamento delas.
Na plataforma, o foco é ter toda a visão clínica, inclusive com a oportunidade de gerar alertas epidemiológicos. “Para uma boa mudança da assistência na saúde, precisamos dessa governança de dados”, afirmou.
É assim que, após anos fragmentando os serviços, a saúde no Brasil precisa ser integrada, segundo o assessor técnico do DATASUS, do Ministério da Saúde, Josélio Queiroz. “Há o ponto cego de atender uma pessoa em uma Unidade Básica de Saúde e, se ela mudar de município ou migrar para a saúde suplementar, os dados não acompanham”, destacou.
A possível solução é a Rede Nacional de Dados de Saúde (RNDS), que foi colocada à prova durante a pandemia e continua sendo aprimorada. Atualmente, já é possível compartilhar registros de exames, telessaúde, imunização, dispensação e outros documentos. Ainda faltam, porém, registros de imagens.
“Mas, temos uma ‘luz’ do que vai fazer com que esses dados acompanhe o cuidado oferecido”, comemorou. Ao final da palestra, a diretoria da Unimed Federação Centro Brasileira e a Unimed do Brasil assinaram um memorando de intenções para que a Federação seja a próxima beneficiada pelo Data Mesh, uma ferramenta do ambiente nacional de dados do Sistema Unimed.
“Será a oportunidade para podermos também analisar nossos prestadores e reconhecer quem cuida bem de nossos beneficiários”, destacou o presidente da Federação, Martúlio Nunes Gomes.
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