Voltar Contabilidade com propósito: ética e sustentabilidade como guias estratégicos

Contabilidade com propósito: ética e sustentabilidade como guias estratégicos

Em painéis do palco Contábil, especialistas reforçam que o compromisso ético e as práticas ESG são indissociáveis para garantir credibilidade, transparência e impacto positivo nos negócios.
Texto: Agência Unimed de Notícias
05 de agosto, 2025

A contabilidade atual deixou de ser apenas registro de números para se tornar um pilar de confiança e transformação. Nos dois primeiros painéis do palco Contábil, no segundo dia da Convenção Técnica, especialistas destacaram que, ao unir ética e sustentabilidade, a governança contábil orienta decisões estratégicas capazes de atender às demandas sociais, ambientais e econômicas de um mercado cada vez mais exigente.

No primeiro debate, Zulmir Ivânio Breda, do Comitê Brasileiro de Pronunciamentos de Sustentabilidade, ressaltou que ações ESG reduzem riscos e fortalecem a reputação empresarial, projetando uma imagem de responsabilidade e compromisso ético. Ele destacou que a pressão por informações mais completas levou à adoção de modelos que vão além do aspecto financeiro, como o TBL (Triple Bottom Line) e o GRI (Global Reporting Initiative). Na palestra moderada por Eduardo Rachid, gestor de Sustentabilidade e Gestão da Estratégia da Unimed do Brasil, Zulmir ainda destacou ainda que a integração entre contabilidade e ESG é fundamental para oferecer dados relevantes a investidores e para cumprir padrões internacionais de divulgação, fortalecendo a credibilidade das empresas e a transparência na gestão.

Na sequência, Sandra Maria Batista, da Primazia Academia de Perícia, ressaltou em sua palestra que a ética é o alicerce da governança contábil e que o contador atua como “tutor da confiança pública”. Para ela, dilemas éticos muitas vezes não envolvem o certo e o errado, mas o adequado e o conveniente, exigindo do profissional discernimento e compromisso. Na apresentação moderada pelo superintendente de Controladoria da Unimed do Brasil, José Carlos da Silva Júnior, a palestrante ainda evidenciou que mesmo com a crescente automatização dos processos, a responsabilidade ética não se delega: “tecnologia é meio, não fim”. Para Sandra, quando a contabilidade é ética, ela faz parte da governança de uma empresa, gera confiança, integridade e transparência. 


Os debates evidenciaram que ética e sustentabilidade são inseparáveis quando o objetivo é construir organizações sólidas e legítimas. A adoção de práticas ESG ganha força quando sustentada por princípios éticos claros, garantindo decisões seguras, gestão responsável e preservação da confiança pública, valores que tornam a contabilidade um pilar estratégico para o futuro das empresas.