Voltar Sistema Unimed avança no cuidado a pessoas com TEA e propõe debate sobre inclusão e autonomia

Sistema Unimed avança no cuidado a pessoas com TEA e propõe debate sobre inclusão e autonomia

Mesa dedicada ao tema deu destaque para as ações em rede própria e abordou a importância da inclusão social e familiar no processo terapêutico.
Texto: Agência Unimed de Notícias
06 de agosto, 2025



O cuidado a pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) foi tema de um painel transversal para as áreas de saúde, na tarde desta quarta-feira (6).  O diretor de Gestão de Saúde, Regulação e Eventos, Marcos Cunha, abriu a mesa com a apresentação das entregas do grupo de trabalho da Unimed do Brasil sobre terapias especiais. Uma das iniciativas destacadas foi a criação das Diretrizes de Gerenciamento do Transtorno do Espectro Autista, que visam padronizar e qualificar os cuidados no Sistema Unimed. Hoje, 115 Unimeds contam com recursos próprios para o atendimento de TEA, somando mais de 160 espaços dedicados às terapias. Os dados mostram que 62% dos pacientes são atendidos em rede credenciada, enquanto 38% recebem atendimento em serviços próprios.

Durante sua fala, Cunha também compartilhou a experiência da Unimed Sul Paulista, que tem na rede própria a base de seus atendimentos. O modelo permite terapias realizadas em domicílio e em ambientes externos, promovendo mais liberdade e ludicidade no cuidado às crianças. Ele reforçou ainda o papel essencial da família no acompanhamento terapêutico e nos resultados a longo prazo.


 

A moderação do painel ficou com Manuelly Dopazo, diretora da Próxima Consultoria, que reforçou a importância de oferecer suporte psicológico às famílias e chamou atenção para a necessidade de escolas mais preparadas para acolher crianças neurodivergentes. Ela provocou o público com uma reflexão: “Estamos, enquanto sistema de saúde, preparados para receber essas pessoas como clientes, pacientes e também como funcionários?”. O painel contou também com a participação de Jean Gorinchteyn, Secretário de Saúde de São Bernardo do Campo, que apresentou a experiência da prefeitura com um projeto terapêutico multidisciplinar, envolvendo psiquiatria, neurologia, fisioterapia, fonoaudiologia, assistência social e outras especialidades, articulando diferentes secretarias para ampliar o acolhimento das famílias.