Economista destaca desafios para a economia brasileira nos próximos anos

Abrindo a programação do Sueco, Zeina Latif analisou as perspectivas e os desafios que podem impactar o setor de saúde suplementar
Texto: Santa Inteligência
18 de setembro, 2026

Para traçar as estratégias futuras, é preciso analisar o presente. Abrindo a programação do Sueco 2026, a economista Zeina Latif apresentou um panorama dos cenários político e econômico do Brasil e descreveu os possíveis impactos na saúde suplementar. “Independentemente de quem ganhar a eleição, essa pessoa terá que fazer uma reorganização da economia”, afirmou.


Segundo a especialista, também é preciso estar atento a uma possível queda do PIB. Apesar disso, “não estamos à beira de um quadro recessivo”, destacou Zeina, ex-secretária de Desenvolvimento Econômico do Estado de São Paulo.

Em relação à taxa de juros, a principal preocupação é quando o índice poderá chegar a apenas um dígito, cenário que exige compromisso político com o controle fiscal. Já para a inflação, Zeina avaliou que o cenário atual é um pouco mais favorável do que o observado em períodos recentes, como no início da guerra na Ucrânia.

Outro ponto destacado foi o desempenho das exportações brasileiras. Mesmo diante das taxas implementadas pelos Estados Unidos, o Brasil registrou aumento de 15% nas exportações para outros países.

“Como país, está em nossas mãos ter um bom ajuste fiscal para lidar com as pressões de taxas de juros e inflação. Não basta o presidente querer, tem que ter capacidade política para negociar com o Congresso”, afirmou, mencionando ainda que não se trata de cortar gastos, mas controlá-los para que haja espaço para reformas.

“Essas reformas precisam aumentar a produtividade e, consequentemente, os empregos, com pessoas ganhando melhor. Assim, aumentamos o mercado consumidor”. Para o Centro-Oeste, uma região focada na agropecuária e com baixo desemprego, a chave é atrair jovens para o mercado consumidor. 

Esse cenário, aliado aos dados da saúde, mostra que há espaço para crescer. Afinal, 75% da população depende do SUS, além de apresentar demandas que envolvem o envelhecimento da população, cuidados com saúde mental e Transtorno do Espectro Autista. “O desafio para nós é voltar a ser referência em mercado consumidor de classe média”.

Divulgação curso