Especialistas discutem gestão de risco e sustentabilidade das operadoras

Encontro destacou a importância do monitoramento de beneficiários e da análise dos gastos
Texto: Rosane Rodrigues
18 de setembro, 2026

A sustentabilidade de uma operadora de plano de saúde passa pela gestão de contratos e pelo controle da sinistralidade. Por isso, o Sueco abordou o assunto em uma palestra na tarde do segundo dia do evento.

Evandro Barros, gerente de Mercado da Unimed Paraná, questionou os participantes sobre a gestão de riscos em suas Unimeds. Uma forma de iniciar essa análise é verificar se os beneficiários que mais geram gastos são aqueles incluídos recentemente ou não.

Assim, é preciso monitorar as adesões e saber como agir em casos de grandes gastos. Uma das preocupações deve ser evitar reajustes elevados que possam prejudicar o posicionamento da Unimed no mercado.

“É preciso ter um olhar estratégico também na inclusão para tratamentos, a fim de evitar o aumento dos gastos e de possíveis reajustes”, lembrou Paulo Henrique Lima, coordenador do Núcleo de Apoio Mercadológico (NAM) da Unimed Paraná, ao falar sobre beneficiários que aderem ao plano apenas em momentos de doença.

“Se sua Unimed tem essa ‘porta aberta’, o risco é enorme”, acrescentou Evandro. Para tornar a operadora menos vulnerável, uma das estratégias é criar políticas dentro das carteiras empresariais que estabeleçam períodos específicos para a adesão ao plano. 

Além disso, pode ser útil determinar períodos de experiência antes da inclusão dos familiares de novos colaboradores. “Mais importante do que o crescimento em volume da operadora, é o crescimento de resultados. A sustentabilidade é o foco”, resumiu Paulo Henrique.

Divulgação curso