Voltar Palestras abordam os desafios e oportunidades da Comunicação e Marketing na era da inteligência artificial e da pós-verdade

Palestras abordam os desafios e oportunidades da Comunicação e Marketing na era da inteligência artificial e da pós-verdade

Palco das áreas na Convenção Técnica Unimed reuniu palestrantes que são referência no mercado para discutir os temas na perspectiva da saúde suplementar.
Texto: Agência Unimed de Notícias
07 de agosto, 2025

A programação de comunicação e marketing da 1ª Convenção Técnica Unimed, nesta terça-feira (6), trouxe reflexões fundamentais sobre os rumos da comunicação institucional diante dos desafios atuais. Duas palestras complementares abordaram o impacto da chamada “era do delírio” na construção de posicionamentos e a influência crescente da inteligência artificial no futuro do setor. 

Na palestra “Construção de posicionamento institucional na era do delírio”, a professora da Faculdade Cásper Líbero, Tania Teixeira Pinto, trouxe uma análise crítica sobre o cenário atual de saturação da informação, polarização e desinformação. Em um contexto marcado pela pós-verdade, em que prevalece a validação pessoal daquilo em que se acredita, a confiança nas instituições é colocada à prova. Com isso, as marcas precisam reafirmar constantemente sua credibilidade e coerência, em um ambiente em que a coletividade vive uma crise de confiança. 

“Na era do delírio, o diferencial das marcas será o uso do fator humano”, afirmou Tânia, ao destacar que, mesmo com o avanço das tecnologias, é a postura ética e empática que sustenta posicionamentos sólidos. 

 

A segunda palestra, “Inteligência Artificial e o Futuro da Comunicação e Marketing”, com Pedro Burgos, fundador da Co.Inteligência, e Ruan Braz, fundador e CEO da Overlens, trouxe um olhar prático e reflexivo sobre o uso responsável da IA nas estratégias de comunicação. A mediação foi conduzida por Ana Carolina Giarrante, gerente de Comunicação da Unimed do Brasil, e Marcelo Uchida, gerente de Marketing da Unimed do Brasil. 

Para Ruan, o uso ético da IA está ligado à responsabilidade com o impacto que causamos nos outros. “Vivemos em sociedade. Não podemos esquecer que somos parte de um ecossistema de relações”, disse, citando Yuval Harari. Já Pedro ressaltou que a confiança deve ser o norte; a importância de deixar claro quanto ao uso da IA para que o conteúdo não seja confundido com uma realidade forjada, algo similar ao aviso “imagem meramente ilustrativa” em peças publicitárias. 

Os palestrantes também discutiram como evitar que o uso da IA torne os conteúdos genéricos. Para isso, é necessário investir na lapidação humana o que garante identidade e autenticidade às mensagens. “A IA pode ter sua forma própria de falar, mas é o toque humano que confere sentido, clareza e conexão com o público”, destacou Pedro. 


As discussões reforçam a necessidade de equilibrar tecnologia e humanidade nas práticas de comunicação, com estratégia, ética e escuta ativa. Diante dos desafios impostos por um mundo em constante transformação, é o compromisso com a verdade e a transparência que continuará sustentando marcas relevantes e confiáveis.