1º Ciclo de Aprendizagem do GCE reforça a potência do cuidado em cuidados paliativo

09 de setembro, 2025

No dia 20 de agosto, a Casa Unimed recebeu o 1º Ciclo de Aprendizagem do Gerenciamento de Casos Especiais (GCE), com a aula “A potência do cuidado: fundamentos para a prática em cuidados paliativos”, ministrada pela médica Dra. Lara Vilela. O encontro, realizado das 8h às 10h, na Casa Unimed, e reuniu 26 profissionais da equipe multidisciplinar, entre médicos, fisioterapeutas, nutricionistas, enfermeiros, assistente social e fonoaudiólogos.

O objetivo da iniciativa foi oferecer fundamentos teóricos e práticos em cuidados paliativos, fortalecendo a atuação humanizada dos profissionais de saúde, com ênfase na escuta ativa, na comunicação clara e no respeito ao tempo de pacientes e familiares diante da evolução das doenças.

Um novo olhar sobre o cuidado
Para a Dra. Lara, discutir cuidados paliativos é essencial para transformar a forma como médicos e equipes abordam o paciente:

“Falar sobre cuidados paliativos é o primeiro passo para uma mudança de visão. Essa abordagem ajuda a melhorar o cuidado de qualquer paciente e qualquer doença. Não se trata apenas de prescrever medicamentos ou seguir protocolos, mas de enxergar o paciente como um todo, incluindo a família no processo, e adotar uma medicina centrada na pessoa, na sua dignidade e na sua qualidade de vida.”

Ela destacou que os cuidados paliativos não se restringem a pacientes em fase terminal, mas abrangem qualquer situação que cause sofrimento:

“Trata-se de uma forma de cuidado direcionado para pessoas com doenças graves, que geram sofrimento, e seus familiares. O objetivo é reduzir e prevenir sofrimento em vários âmbitos: físico, emocional, social e espiritual, garantindo um cuidado integrado e completo.”


 

Comunicação como eixo central
As discussões mais marcantes do encontro giraram em torno dos desafios da comunicação em situações de fragilidade. Foram destacadas a escuta ativa e empática, a construção de confiança e o uso de ferramentas como o protocolo SPIKES, que auxiliam na condução de conversas difíceis com clareza e acolhimento.

“A capacidade de reduzir sofrimento não é apenas prescrevendo medicamentos ou seguindo protocolos. Muitas vezes, priorizar a qualidade de vida significa ajustar a rotina, reduzir efeitos colaterais de tratamentos e, sobretudo, incluir paciente e família nas decisões,” explicou a médica.

Conforto como essência do cuidado
Ao encerrar sua fala, a Dra. Lara reforçou a importância de ressignificar o papel do profissional de saúde diante de pacientes frágeis:

“Muitas vezes acreditamos que nosso papel é apenas lutar contra a doença ou a morte. Mas, na verdade, nossa função é a de guias: apoiar o paciente e a família a atravessarem esse período de sofrimento. Pode parecer subjetivo ou romântico, mas é ciência e técnica que aumentam qualidade e tempo de vida, além de trazer satisfação aos familiares e plenitude para os profissionais envolvidos.”

Participação e engajamento
Segundo os registros da organização, a participação foi ativa e colaborativa, marcada por trocas de experiências, reflexões e questionamentos que enriqueceram a discussão. Esse envolvimento contribuiu para que o ciclo fosse vivenciado não apenas como um espaço de aprendizagem teórica, mas também como oportunidade de diálogo e construção coletiva de saberes voltados ao cuidado humanizado.


 

Um espaço de crescimento conjunto
A atividade teve receptividade positiva, gerando reflexões relevantes e fortalecendo a prática diária da equipe. O espaço foi reconhecido como uma oportunidade de aprendizado e troca de experiências, alinhada ao compromisso da Unimed Governador Valadares em promover o desenvolvimento contínuo de suas equipes e em colocar paciente e família no centro do cuidado, garantindo acolhimento, segurança e qualidade de vida.