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Sendo parte da programação do Setembro Amarelo, a Unimed Governador Valadares realizou na última semana o fórum "Entre Likes e Feridas: Redes Sociais, Suicídio e o Desafio da Empatia". O evento, que faz parte das ações de conscientização sobre a valorização da vida, reuniu especialistas e o público em um debate essencial sobre os impactos da era digital na saúde mental.
Com um público de 56 pessoas, entre responsáveis, educadores e estudantes, o evento trouxe à tona discussões importantes em um momento em que a saúde mental se torna um desafio cada vez maior. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil é o país com o maior número de pessoas com transtornos de ansiedade do mundo, cerca de 9,3% da população. Além disso, a depressão afeta mais de 11,5 milhões de brasileiros. No mundo, uma pessoa morre por suicídio a cada 40 segundos, e o Brasil está entre os dez países com mais casos.
A realização do fórum foi motivada, segundo a coordenadora do Setor de Atendimento Especializado da Casa Unimed, Walkiria Basilato, pela crescente demanda de casos de cyberbullying, transtornos de ansiedade e depressão, isolamento social e uso excessivo de telas. “A equipe de psicologia se reúne e avalia o que mais tem chegado a nível clínico para atendimento e entende que precisa ser trabalhado ou realizado de educação em saúde”. A psicóloga destaca o aumento de pedidos de acompanhamento psicológico para crianças e adolescentes com problemas relacionados ao uso indiscriminado de tecnologias e exposição a conteúdos prejudiciais.
Múltiplos olhares sobre um tema complexo O fórum foi concebido para proporcionar um olhar integral e multiprofissional sobre a saúde mental na era digital. A escolha dos palestrantes e dos temas foi estratégica, unindo diferentes áreas do conhecimento para um debate mais rico.
A psicóloga Aline Camargo trouxe à reflexão o tema "Conexões Vazias e Sorrisos Postados: A Clínica Psicológica Diante do Sofrimento Invisível do Sujeito Contemporâneo". Sua palestra abordou a superficialidade das interações online e a dificuldade em identificar a dor por trás de uma fachada de felicidade nas redes.
Já a advogada Vanessa Araújo discutiu os limites legais no ambiente digital com a palestra "Liberdade de Expressão ou Discurso de Ódio? O Limite Legal nas Redes e sua Influência na Saúde Mental". A abordagem de Vanessa destacou a linha tênue entre a liberdade de se expressar e os impactos negativos que comentários e conteúdos podem ter na saúde mental, especialmente em um cenário onde o cyberbullying e o discurso de ódio são problemas cada vez mais comuns.
O fórum também contou com a participação do profissional de TI, Marcos Moreira, que trouxe uma perspectiva inovadora sobre o tema. Em sua fala, "Tecnologias, Inteligência Artificial, Redes e Suicídio: O Que Está ao Nosso Alcance?", ele abordou como a tecnologia pode ser utilizada como uma ferramenta de apoio na prevenção. Marcos discutiu as oportunidades e os riscos do ambiente digital, e essa palestra, em particular, foi a que mais impactou o estudante de Psicologia André Luiz. “Todas as palestras foram orquestradas com muita excelência, porém a do Marcos trouxe um novo olhar, pois pouco se fala sobre os riscos do ambiente digital por profissionais da área de tecnologia de informação, de forma clara e de fácil compreensão”, disse André.
Impacto na comunidade e compromisso contínuo Para a Unimed, o objetivo principal do fórum foi mobilizar a comunidade de Governador Valadares e abrir os olhos para o papel de cada um como uma rede de apoio. “Com certeza, este foi o objetivo, trazer à tona este tema delicado e sensível, mobilizar e impactar para estratégias viáveis em todas estas instâncias e abrir o olhar para que possamos ser uma real rede de apoio quando se fizer necessário”, ressaltou Walkiria.
André destacou a importância de eventos como esse para a comunidade acadêmica e a população em geral. “Os temas, da forma que foram abordados, tem a capacidade de gerar uma relação com diferentes profissionais, o que acaba chamando a atenção do meio acadêmico, não só de cursos da área da saúde, mas de tecnologia, gestão, administração e etc., fazendo com que o conhecimento se espalhe em todo o meio acadêmico e consequentemente no meio profissional”, pontuou o estudante.
O fórum é apenas uma das diversas ações que a Unimed Governador Valadares realiza durante o mês de setembro. A campanha também incluiu ações pontuais para os colaboradores e clientes Unimed, nas recepções e salas de espera, com orientações sobre os mitos e verdades sobre o suicídio, além de dicas de como realizar uma escuta ativa. A iniciativa é um reflexo do compromisso da Unimed Governador Valadares, que há 8 anos, atua com ações de conscientização sobre a importância da valorização da vida.
“Cuidar da saúde mental é um ato de amor, responsabilidade e compromisso com a vida”, declarou Walkiria, reforçando a missão da Unimed de promover o acolhimento, a escuta ativa e a empatia. A instituição reafirma que cada vida importa e que, juntos, com diálogo aberto e ações concretas, é possível transformar a dor em esperança. “Agir salva vidas”, finaliza.
Para ajuda imediata • CVV — Centro de Valorização da Vida: 188 (24h) — chat e e-mail disponíveis. • Pode Falar — Whatsapp da UNICEF para ajuda com saúde mental, público alvo jovens de 13 a 24 anos: (61) 99660-8843 • SAMU — emergência médica: 192.
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