Cirurgia Bariátrica


A obesidade é considerada hoje a epidemia do novo milênio, no Brasil em torno de 15% da população já possui o diagnóstico de obesidade e 50% tem sobrepeso. Obesidade é um dos principais fatores de risco para hipertensão arterial, diabetes e doença cardiovascular, sendo um fator associado muito importante em óbitos na nossa população. Nestes pacientes com Obesidade Mórbida o único tratamento realmente eficaz é a Cirurgia Bariátrica (cirurgia da obesidade), com índices de sucesso maiores que 85%.

Dentro do espírito de inovação continuada e busca da excelência no atendimento aos seus clientes, a UNIMED Vale do Caí criou a Equipe Multiprofissional de Cirurgia Bariátrica e Metabólica para oferecer a população da região um atendimento multidisciplinar, completo e de alta qualidade para os pacientes portadores de obesidade e diabetes. O serviço conta com Cirurgião do Aparelho Digestivo especializado em cirurgia bariátrica, Endocrinologistas, Nutricionista, Psicóloga, Enfermeira bariátrica, Profissional de Educação Física e demais especialistas, para prover um tratamento de alto padrão, baseado em protocolos referenciados internacionalmente.

A cirurgia realizada no hospital da UNIMED Vale do Caí é o ¨Bypass gástrico em Y de Roux¨, também conhecida por Gastroplastia ou Cirurgia de Capella (nome do cirurgião que desenvolveu). Esta técnica é consagrada no mundo todo, sendo realizada há mais de 20 anos e considerada o padrão ouro em cirurgia da obesidade. Para serem submetidos à cirurgia da obesidade os pacientes devem seguir critérios estritos de indicação, seguir um protocolo rigoroso de avaliação e participar de palestras de preparação que são ministradas pela equipe semanalmente no Espaço Vida da Unimd.

A Unimed Vale do Cai vem se colocando como um Centro de Referencia em Cirurgia Bariátrica e Metabólica, atendendo pacientes de todo o Vale do Cai e regiões vizinhas.
 
Imagem de uma mulher medindo a barriga de um homem.
Imagem de médicos realizando um procedimento cirúrgico

A obesidade é considerada hoje um importante problema de saúde pública no mundo todo. No nosso estado já temos 50% da população com sobrepeso (pré-obesidade) e 15% com Obesidade, e a cirurgia da Obesidade tem uma longa história de desenvolvimento, pois desde a década de 50 quando um cirurgião percebeu que ao diminuir o estomago de pacientes obesos, por outros motivos – úlcera, perfuração- estes pacientes tinham perda de peso importante no pós operatório. Mas estas observações só foram melhor estudadas e a cirurgia utilizada para tratar obesidade a partir da década de 80. Inicialmente a cirurgia era de altíssimo risco e somente indicada para pacientes com uma obesidade muito severa. Com o passar dos anos, aumento da experiência, desenvolvimento de novas técnicas e melhora de equipamentos a cirurgia começou a se tornar mais segura e podia ser indicada a uma parcela maior de pacientes obesos mórbidos.

A partir dos anos 2000, com a introdução das equipes multidisciplinares de atendimento ao paciente obeso e a consagração da cirurgia de redução do estômago (Gastroplastia ou Bypass Gástrico) a segurança e a efetividade da cirurgia cresceram ainda mais, tornando-se um tratamento efetivo e seguro para a Obesidade Mórbida, aceito por vários especialista do mundo inteiro.

Hoje em dia a Cirurgia Bariátrica é considerada o único tratamento realmente efetivo para perda de peso e manutenção ao longo dos anos, já tendo-se uma experiência sólida de mais de 20 anos com essa cirurgia
Desenho de 3 estômagos. Acima dessa imagem, aparece escrito "Tipos de Cirurgia Bariátrica"

Atualmente existem várias técnicas para tratamento da obesidade, cada uma com suas vantagens e desvantagens. As técnicas denominadas mistas produzem uma diminuição do tamanho do estômago e também uma diminuição da absorção dos alimentos, e atualmente são as mais realizadas no mundo. Dentre elas a Gastroplastia ou Bypass gástrico em Y de Roux (nome técnico) é considerada o padrão ouro para tratamento da obesidade mórbida.
 
Imagem de um intestino

Uma técnica bastante promissora é a cirurgia chamada Gastrectomia em Manga (Sleeve Gastrectomy, nome original), que consiste na realização de uma manga (estreitamento do canal) com o estomago, diminuindo a sua capacidade dos habituas 1,5 litros para aproximadamente 150-200 mililitros. Esta cirurgia tem se mostrado efetiva na perda de peso a curto e médio prazo, no entanto, esta perda de peso é um pouco menor que a Gastroplastia e não há dados de longo prazo (mais de 5 anos) para saber como é a manutenção desta perda de peso.
 
Imagem de um intestino

Outra técnica interessante é o uso do Balão Intragastrico (BIG), técnica  realizada através de um procedimento de endoscopia digestiva, portanto não necessita cirurgia. Com esta técnica é introduzido uma balão dentro do estômago sendo preenchido por soro, com isso o paciente tem a sensação de estar com o estomago cheio e acaba não comendo grandes quantidades e portanto emagrecendo. Por ser um procedimento com componente somente restritivo, a perda de peso é menor que a Gastroplastia e que a Gastrectomia em Manga. Este tratamento tem o inconveniente de ser temporário, pois o BIG deve ser retirado em 6 meses.
 
Imagem de um estômago

Existem também outras técnicas nas quais o componente de falta de absorção dos alimentos é maior, como é o caso da cirurgia chamada de Scopinaro (Cirurgião italiano que inventou) e a Derivação Biliopancreática, essas duas técnicas levam a uma perda de peso ainda maior que a Gastroplastia, no entanto, são cirurgias de maior risco e com maiores complicações a curto e longo prazo. Normalmente são indicadas em casos selecionados.

A Banda gástrica também é uma técnica utilizada para tratar a obesidade que consiste na colocação de um anel (bandagem) ao redor do estomago para restringir a entrada do alimento. Esta técnica apesar de levar a uma perda de peso significativa, tem sido abandonada devido a alta taxa de complicação relacionada a entrada da banda para dentro do estomago depois de 5 a 10 anos de sua colocação.
 
Imagem de um estômago

Novas técnicas ainda estão em desenvolvimento, mas como não são aprovadas pelos órgãos competente só podem ser utilizadas em regime de pesquisa cientifica com projetos liberados por comitês de pesquisa.

Balão Intragástrico

Tratamento da Obesidade e Sobrepeso com Balão Intragástrico

A Obesidade é considerada hoje a epidemia do novo milênio, trazendo grandes prejuizos a saúde dos brasileiros. Obesidade e Sobrepeso já ultrapassam a cifra de 50% dos brasileiros. Dieta, exercícios físicos e medicações antiobesidade são o tratamento primário, no entanto, podem não trazer resultados satisfatórios para muitos pacientes. Neste contexto, outros tratamentos vem se colocando como alternativa segura e eficaz, como é o caso do Balão Intragástrico(BIG). O BIG é uma técnica de tratamento da obesidade que consiste na introdução de um balão inflável de silicone dentro do estômago, sendo realizada uma endoscopia para confirmar a posição do mesmo. Após a introdução, o balão é inflado com aproximadamente 500 a 700ml de soro fisiológico, com a finalidade de reduzir a capacidade do estômago e a ingestão de alimentos. Trata-se de um procedimento simples e é realizado ambulatorialmente, não necessitando internação. O tempo de permanência máxima do balão dentro do estômago é de 6 meses, após este período o balão deve ser removido. A retirada do balão é também realizada através de endoscopia.
 
Imagem de um aparelho.

Como funciona o BIG:
A presença do balão, cheio de liquido dentro do estômago, estimula receptores do fundo gástrico que sinalizam para o sistema nervoso central (cérebro) provocando uma saciedade precoce(diminui a fome). O espaço ocupado pelo balão gástrico também age na diminuição da capacidade do reservatório gástrico. Estes dois mecanismos de ação levam a redução do volume de alimentos ingeridos e a conseqüente diminuição do aporte calórico ocasionando a perda de peso e redução da obesidade.

Quem pode colocar o Balão Intragástrico?
Pacientes com sobrepeso e IMC acima de 27 que não respondem a tratamento clínico;
Pacientes obesos com IMC maior que 35 que não apresentam condições de serem submetidos à cirurgia de obesidade por contra-indicação médica ou que não querem se submeter a um procedimento cirúrgico embora sejam obesos mórbidos.
Pacientes com IMC muito elevado (acima de 55) que se beneficiam da redução de peso antes da cirurgia bariátrica.

Como é colocado o balão?
A colocação do balão não necessita cirurgia, apenas um procedimento endoscópico. É um procedimento ambulatorial no qual o paciente recebe uma leve sedação. É realizada uma endoscopia digestiva para acompanhar o posicionamento do balão dentro do estômago, bem como o seu preenchimento.

O balão é preenchido com soro fisiológico misturado à um corante azul chamado azul de metileno para, no caso do seu rompimento, detectar imediatamente através da urina que terá sua cor alterada para um tom azulado.
Neste caso o balão deverá ser retirado, independentemente do tempo de permanência do balão.

Riscos de colocar o balão:
Todo o paciente candidato a colocação do BIG deve ser avaliado clinicamente e se submeter a exames laboratoriais. Deve também ser avaliado por toda equipe multidisciplinar miniminizam os riscos da colocação e retirada do balão gástrico, que se equivale a um exame rotineiro de endoscopia. O risco de rompimento do balão é minimo mas pode ocorrer, neste caso o balão é retirado normalmente por endoscopia. Raramente é necessária uma cirurgia para retirada do balão que se rompeu.

Como vou me sentir depois?
Existe um período de adaptação nos primeiros dias após o procedimento. Inicialmente alguns pacientes apresentam náusea, vômitos e sensação de peso, que podem causar algum desconforto no estômago. Todos estes sintomas são minimizados com a prescrição medicamentosa para cada paciente e deve cessar em até 3 dias.

Somente a presença do balão já me fará emagrecer?
Não mesmo, a presença do balão sozinha não resolve o problema da obesidade, pois não existe milagre para a perda de peso, sendo que é fundamental a adesão ao tratamento escolhido para obter êxito. O balão funciona como uma dieta forçada, estando dentro do estômago para sinalizar ao paciente que ele não deve comer além do que foi prescrito pela Nutricionista. Haverá uma reeducação alimentar, ocorrendo uma redução calórica importante na dieta nutricional, orientada para cada paciente, com mudanças dos hábitos alimentares. É nesta reeducação alimentar que se baseia todo o tratamento do balão intragástrico. É um processo lento, trabalhoso e de muita perseverança que necessita da colaboração e o comprometimento pleno do paciente. Além da presença do balão e da reeducação alimentar, a atividade física também é de extrema importância para perda de peso, melhora da qualidade de vida e das doenças associadas como pressão alta, dores articulares, colesterol elevado, etc.

Quanto tempo posso ficar com o balão?
O tempo máximo de permanência do balão é de 6 meses. Alguns pacientes não toleram o balão por mais de 4 meses e então deverá ser retirado antes do prazo.

Retirando o balão
Como a colocação, a retirada do balão é realizada através de endoscopia onde o balão é esvaziado no interior do estômago e retirado com instrumentos especiais através do esôfago. Após, o paciente deve continuar fazendo acompanhado com a equipe multidisciplinar, psicóloga, nutricionista e endocrinologista para a manutenção do peso. A retirada do balão seguida de retorno dos erros alimentares que ocorriam antes do uso do balão é sinonimo de reganho de peso e não deve ser considerada falha do método, pois o paciente deve seguir com a modificação dos hábitos alimentares e do estilo de vida após a retirada para manter a perda de peso.
"O paciente com obesidade deve ser acompanhado por toda sua vida para que os resultados de qualquer tratamento escolhido seja satisfatório, tendo em vista que a obesidade é uma doença de caráter crônico."

Onde fazer?
A Equipe Multiprofissional de Cirurgia Bariátrica e Metabólica da Unimed Vale do Caí disponibiliza mais esse novo serviço aos pacientes da região. Caso tenha interesse marque uma avaliação com a equipe pelo fone 36498947.
 
Dr Cácio Ricardo Wietzycoski
Cirurgião Geral e do Aparelho Digestivo
Membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica – SBCBM
e da International Federation of Surgery for Obesity – IFSO.
Coordenador da Equipe Multiprofissional de Cirurgia Bariátrica e Metabólica da UVC.

¿¿¿¿¿¿¿Fonte: Fontes: Vigitel - Vigilância em Saúde – MS, www.anvisa.gov.br, www.sentirbem.uol.com.br, www.revistaella.com.br, www.cirurgiavaledocai.com.br.
A cirurgia bariátrica está indicada para pacientes com Obesidade Mórbida, que é medida através do Índice de Massa Corpórea (Peso em Kg dividido pela Altura em metros ao quadrado).

Tem indicação de cirurgia da obesidade os pacientes que possuem este índice acima de 35 kg/m2. Somente após uma avaliação médica é que se pode confirmar a indicação de uma cirurgia para obesidade. Em casos especiais, como Diabetes de difícil controle, o paciente pode ter indicação de realizar cirurgia com IMC menor que 35. O Balão Intragástrico também pode ser utilizado em pessoas com IMCs menores.
A cirurgia bariátrica é o melhor tratamento para a obesidade, tendo mais de 85% de resultados bons e excelentes a longo prazo. A maioria dos pacientes perde em torno de 70 a 80% do excesso de peso (peso além do que é considerado peso ideal). Além da perda de peso, a cirurgia trás diversos outros resultados muito importantes para a saúde como melhora da pressão arterial e do diabetes, diminuição do colesterol e melhora da condição física para a realizaçao das atividades cotidianas e esportivas.
 
Imagem de um gráfico
As complicações relacionadas a cirurgia são em torno de 2 a 5%, sendo as mais frequentes: infecções, sangramento, vazamentos das costuras, embolia no pulmão, pneumonia, entre outras. A taxa de óbito após cirurgia bariátrica está atualmente em torno de 0,1 a 0,5% (1 a 5 pacientes a cada mil operados).

Este índice é completamente aceitável frente a complexidade da cirurgia e ao beneficio gerado aos pacientes operados.
Paciente com encaminhamento para cirurgia bariátrica ou que desejem uma avaliação quanto a indicação cirúrgica pode procurar os seguintes locais:

Uniclínica Unimed - Montenegro
Rua Osvaldo Aranha, 1315, Centro.  
Fone (51) 3649-8947

Unimed São Sebastião do Caí
Rua Treze de Maio, 833, Centro, São Sebastião do Cai.
Fone (51) 3635-1733 / 3635-1404
O Hospital Unimed Vale do Caí é o primeiro hospital Unimed do Brasil a ter um Centro de Excelência em Cirurgia Bariátrica e Metabólica acreditado internacionalmente pela Surgical Review Corporation (SRC). A entidade é um órgão certificador com sede na Carolina do Norte, nos Estados Unidos (EUA).

A equipe que atua no programa de cirurgia bariátrica é composta pelos seguintes profissionais:
  • Dr. Cácio R. Wietzycoski
  • Dr. Everton Jacobi
  • Dra. Laisa Faller
  • Dr. José Pettine
  • Enfª Cristina Inácio de Oliveira Bier
  • Psicóloga Patrícia Cruz
  • Nutricionista Carolina Drummond
  • Nutricionista Grasiane Garbellotto
  • Fisioterapeutas Cristiane Reinheimer
  • Fisioterapeuta Silvia Barcelos

Os integrantes da equipe da cirurgia bariátrica também receberam o título de “Bariatric Care Specialist” - especialista em cuidado bariátrico. Este título é concedido após criteriosa avaliação do profissional quanto à sua formação, experiência e comprometimento com o cuidado de pacientes submetidos à cirurgia bariátrica e é o mais importante reconhecimento internacional aos membros da equipe multidisciplinar.
 
Imagem da equipe responsável
A equipe de cirurgia bariátrica foi criada em janeiro de 2012 e até o final de 2018, foram realizadas 507 cirurgias.