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Ansiedade normal e ansiedade patológica

Ansiedade normal e ansiedade patológica

Entenda até que ponto a ansiedade pode fazer parte do seu dia a dia e a importância de pedir ajuda quando ela se torna um transtorno

Ansiedade normal e ansiedade patológica

1º Agosto 2022
Você provavelmente já sentiu ansiedade no primeiro dia do emprego novo, antes de fazer uma apresentação em público ou quando foi conhecer a família da namorada ou namorado.

 

Essas situações são vivenciadas pela maioria das pessoas e podem vir junto de um certo frio na barriga. Mas como saber se essa ansiedade está interferindo na sua saúde?

É preciso ficar de olho para que os limites do seu bem-estar emocional não sejam ultrapassados, pois a ansiedade intensa precisa de acompanhamento médico.

 

Vamos entender mais sobre isso? Confira a seguir:

Como diferenciar ansiedade normal de ansiedade patológica

Quando a ansiedade é um problema

Dicas de como aliviar ansiedade

 

 

Como diferenciar ansiedade normal de ansiedade patológica

Homem ansioso

Que tal começar desmistificando a ansiedade? A ansiedade nada mais é que uma parte do mecanismo de defesa do organismo. Ela te coloca em estado de alerta quando o seu cérebro acredita que você está em perigo e, no fundo, pode te ajudar em várias situações.

Por exemplo, imagine que você vai fazer uma viagem de carro por um percurso que ainda não conhece. É natural que você fique ansioso, logo, vai dirigir com mais cuidado e atenção.

 A ansiedade tem três elementos principais: emocional, fisiológico e cognitivo.

Ainda no exemplo da viagem de carro: você pode sentir medo (questão emocional), sudorese e aperto no estômago (sinais fisiológicos) e pensamentos preocupantes, como “e se eu me perder no trajeto?” (componente cognitivo).

 

Quando a ansiedade é um problema

Como vimos, a ansiedade normal é temporária e nos prepara para situações adversas do cotidiano. Sintomas como palpitações, perda de sono e alterações no apetite são comuns, mas devem passar assim que a preocupação acabar.

Contudo, se a ansiedade atrapalha diversas áreas da vida da pessoa, impedindo-a de viver experiências (se ela deixa de sair de casa, por exemplo), é considerada uma ansiedade patológica, conhecida como transtorno de ansiedade generalizada. Alguns sintomas são:

  • Preocupação excessiva e persistente (com vários assuntos ou sem motivo aparente)
  • Sensação de “estar no limite” ou de que algo ruim pode acontecer a qualquer momento
  • Fadiga, alterações no sono ou inquietação
  • Dificuldade para se concentrar
  • Irritabilidade e tensão

Mulher preocupada

Essa ansiedade generalizada pode durar muitos anos ou a vida inteira, mas pode ser tratada com orientação profissional de psicólogos(as) e psiquiatras. Então, mesmo convivendo com ela, é possível manter a qualidade de vida.

Se você identificar qualquer sinal de ansiedade, procure ajuda especializada.

 

 

 

Dicas de como aliviar ansiedade

Não raro, pessoas com qualquer tipo de ansiedade associam esse transtorno à sua própria personalidade, afirmando com veemência “eu sou ansioso(a)”.

Mas é importante lembrar que a patologia não deve prevalecer sobre o estilo de vida da pessoa, e sim o oposto disso. A ansiedade pode – e deve – ser gerenciada.

 

Veja algumas formas eficientes de controlar e aliviar a ansiedade:

 

  • Questione seus próprios pensamentos negativos: sempre que você se pegar pensando “eu nunca vou conseguir terminar essa tarefa”, tente desafiar seu cérebro perguntando se esse pensamento é válido ou útil. Você não precisa ser tão exigente consigo.
  • Pratique a atenção plena: evite pensar nas possibilidades do futuro e foque no seu momento presente. Realize atividades com calma, prestando atenção na sua respiração, nos seus sentidos e nas suas emoções.
  • Cuide da sua saúde: o combo alimentação saudável + prática regular de exercícios físicos + boas noites de sono são essenciais para o seu bem-estar.
  • Invista no autoconhecimento: para amenizar a ansiedade, vale entender sobre suas reações, assim como quais são os gatilhos que disparam a ansiedade, para poder evitá-los. O mesmo vale para estímulos relaxantes que podem te ajudar a se acalmar, como um hobby ou a companhia de quem você ama, por exemplo.

 

E, reforçando, procure a ajuda de um profissional. As técnicas de tratamento variam de acordo com o tipo e nível de ansiedade de cada pessoa, por isso o acompanhamento médico é tão importante.

 

 

Fontes:  Harvard Health 1, 2 | ABP | ABP - vídeo


Agência Babushka | Edição e Revisão: Unimed do Brasil

Revisão técnica: equipe médica da Unimed do Brasil


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