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Câncer: uma luta contínua

Câncer: uma luta contínua

Fatores como o envelhecimento da população, o aumento da expectativa de vida, a urbanização acelerada e novos hábitos de consumo têm contribuído para o aumento da quantidade de casos da doença no Brasil e no mundo.

Câncer: uma luta contínua

25 Maio 2016
Câncer. Uma palavra que causa inquietação e medo na maioria das pessoas, principalmente quando deixa de ser somente um conceito distante e passa a fazer parte da realidade de alguém.

Devido a fatores como o envelhecimento da população, o aumento da expectativa de vida nas últimas décadas, a urbanização acelerada e os novos hábitos e padrões de consumo, a incidência da doença no Brasil e no mundo vem crescendo. O Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (Inca) estima que, entre 2014 e 2015, o Brasil terá quase 600 mil novos casos da doença.

“Para 2020, estimamos 15 milhões de novos casos e 12 milhões de mortes”, alerta Nara Sahade Ortega, médica oncologista clínica, especialista em terapia da dor e cuidados paliativos, coordenadora e responsável técnica da quimioterapia do Hospital Unimed Bauru.

A versão 2014 da Tratativa Oncológica da Unimed do Brasil informa que, entre este ano e o próximo, o câncer de pele tipo não melanoma será o mais presente na população brasileira, com 182 mil novos casos, seguido pelos tumores de próstata (69 mil), mama feminina (57 mil), cólon e reto (33 mil), pulmão (27 mil), estômago (20 mil) e colo do útero (15 mil).

Com a finalidade de mobilizar a população quanto aos aspectos educativos e sociais do controle da doença, o Ministério da Saúde estabeleceu 27 de novembro como o Dia Nacional de Combate ao Câncer. Nessa data, são reforçadas suas variações, seus tratamentos e, principalmente, quais medidas podem ser adotadas para evitar certos tipos de câncer e levar uma vida mais saudável.

A especialista Nara explica que boas notícias em oncologia são frequentes, tanto nas modalidades de diagnóstico, que são cada vez mais precisos, quanto com relação aos tratamentos, mais efetivos e mais bem tolerados pelo organismo. “Infelizmente, o grande desafio no Brasil ainda é o aumento de diagnósticos precoces, pois a maioria dos pacientes descobre a doença em estágios avançados.”

É importante prestar bastante atenção aos sinais do corpo e procurar um profissional médico ao notar quaisquer alterações, como:



A luta
Uma vez identificado o câncer, é comum o paciente não saber por onde começar seu tratamento; essa é a hora de o médico orientar os passos a ser seguidos. “Alguns costumam dar muita importância ao tratamento em si, mas é importante também ter em mente um plano geral de cuidados que incluam sintomas físicos e bem-estar psicológico, familiar, social, espiritual e profissional”, esclarece a médica da Unimed Bauru.

Os tratamentos recomendados – cirurgia, quimioterapia e radioterapia – variam de acordo com a doença e o grau de comprometimento e podem ser combinados para tentar aumentar a chance de cura. Caso isso não seja possível, são utilizados para obter melhor controle e qualidade de vida.

Certos casos, principalmente os detectados precocemente, entram na chamada remissão. Isso significa que não há atividade ou vestígios do câncer, mas ele pode não ter desaparecido completamente. Esses pacientes devem seguir um protocolo regular de acompanhamento, com consultas médicas e exames de imagem.

Apesar de todos os esforços, nem sempre a enfermidade é tratável. Nesses casos, o trabalho deve envolver também familiares e amigos, além do médico e do paciente.


Comunicação Unimed do Brasil / Ilustração Ana Carla Bortoloni

Conteúdo aprovado pelo coordenador técnico-científico do Portal Unimed.

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