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Previna-se das doenças típicas de verão

Previna-se das doenças típicas de verão

Com alguns cuidados básicos, você e sua família passarão ilesos – e saudáveis – diante das enfermidades mais comuns durante a temporada de calor

Previna-se das doenças típicas de verão

27 Dezembro 2019

Verão é sinônimo de calor, férias, temporada de banhos de mar, cachoeira ou à beira da piscina. Mas, ele também pode provocar alguns incômodos típicos da época, se você não tomar alguns cuidados. Confira aqui os mais comuns, para que você previna e proteja você e sua família.

Micose: muito comum no período de verão, pois o calor e a umidade são condições ideais para a proliferação desses fungos, que crescem e se reproduzem quando o corpo entra em contato com micro-organismos que podem ser encontrados na terra, na areia, nos animais, em superfícies úmidas como banheiros de piscina, praia e públicos, e ainda na própria pele. Esses fungos dão origem à micose que consome a queratina presente, principalmente, na superfície da pele e das unhas.

Prevenção: mantenha a pele limpa, seca e, sempre que possível, arejada. Após o banho, seque muito bem as dobras e entre os dedos dos pés. Evite contato com superfícies úmidas, estando sempre calçado.

 

Bicho geográfico: é uma doença de pele relativamente frequente na temporada de calor, quando as pessoas frequentam mais as praias descalças e sentam-se diretamente na areia. Por isso, as regiões do corpo mais acometidas pela doença são os pés e o glúteo. Ao entrar em contato com a larva Ancylostoma braziliense (que ataca os gatos) ou Ancylostoma caninum (que ataca os cães), contida nas fezes desses animais, ela penetra na pele. Lá dentro, a larva desloca-se em um trajeto linear e sinuoso, semelhante a um mapa – daí o nome de bicho geográfico – causando uma erupção discreta na pele, com coceira de moderada a intensa. Seu objetivo é chegar ao intestino, pois esse verme é um parasita intestinal.

Prevenção: evite frequentar áreas de praias frequentadas por cachorros e gatos (podem estar infestadas pela larva). Na dúvida, oriente a sua família a não andar descalça na areia ou calçadões nem a sentar-se diretamente no chão.

 

Picada de insetos: eles estão por toda parte e, embora a maioria não seja perigosa, sua picada ou ferroada pode incomodar muito. Mosquitos e carrapatos sugam o sangue humano para sobreviver. Já abelhas, vespas, aranhas e marimbondos ferroam pessoas quando se sentem ameaçados ou quando querem proteger seus ninhos. Ao picar ou ferroar, esses insetos injetam veneno, responsável pela ardência, coceira e inchaço no local. Apesar de não ser grave, o fato é que essas picadas são doloridas. De acordo com os especialistas, coçar a região pode fazer o veneno espalhar e aumentar o incômodo. Mas é preciso muita atenção, pois, dependendo da sensibilidade, uma reação alérgica pode desencadear febre, urticária, dores nas articulações e, nesses casos, o ideal é procurar um pronto-socorro.

Prevenção: dependendo da cidade ou praia onde estiver, se houver histórico desses insetos, use repelentes específicos o tempo todo.

 

Queimadura de água viva: quando a substância química expelida pela água viva entra em contato com a pele, provoca uma queimadura que, dependendo da profundidade, pode ser muito grave, levando a uma inflamação com bolhas, necrose e até cicatriz. Além disso, essa queimadura pode causar uma alergia em forma de urticária, edema de glote ou até choque anafilático.

Prevenção: nunca mexer com esse animal do mar e, se houver grande quantidade numa praia, não entre na água. Também é importante ficar atento à superfície da água, pois ele flutua nesse local.

 

Candidíase: causada por um fungo e, normalmente, associada a um corrimento branco e leitoso que causa muita coceira na região genital, aliviada apenas com medicação indicada por um médico. É muito comum em mulheres com imunidade baixa ou que apresentam má higiene íntima. Também é frequente naquelas que usam roupas apertadas e justas nas épocas mais quentes, ou então permanecem com o mesmo biquíni ou maiô por longos períodos. Tudo isso deixa a região genital quente e abafada, propícia para o aparecimento do corrimento.

Prevenção: para se ver longe da doença, é preciso ter bons hábitos de higiene, não usar calcinha de lycra, apenas de algodão, e não deixar maiô ou biquíni secando no corpo.

 

Desidratação: ao ficar muito tempo exposto ao sol, o calor do organismo também aumenta e o corpo libera água em forma de suor para controlar a temperatura. Se não houver uma reposição adequada, o corpo desidrata. Essa perda de água do organismo é tão grande que, segundo os médicos, pode chegar a ponto de afetar as funções fisiológicas. Os principais sintomas são sede intensa, indisposição, dor de cabeça e até desmaio.

Prevenção: não espere sentir sede para tomar água. Antecipe a hidratação, bebendo bastante água, água de coco e suco. Ofereça mais água às crianças e aos idosos. Evite a exposição ao sol por longos períodos e o consumo de bebida alcoólica.

 

Insolação: longos períodos de exposição ao sol principalmente sem a proteção adequada e nos horários onde a radiação solar é ainda maior pode levar ao mal-estar que pode vir acompanhado de sonolência, tontura, febre e queimaduras de pele.

Prevenção: evite se expor ao sol entre 10 e 16 horas, beba muito líquido ao longo do dia, use filtros mecânicos, como boné, camisetas e protetor solar com FPS 30, no mínimo, repondo a cada três horas ou após sair da água.

 

Intoxicação alimentar: ocorre quando se consome algum alimento mal preparado ou quando ocorre a degradação desse alimento, concentrando ali bactérias ou vírus que causam náuseas, vômito, diarreia, febre e dor abdominal. Embora seja incômodo, após 24 horas, os sintomas começam a desaparecer.

Prevenção: lave as mãos antes das refeições, faça as suas refeições somente em locais onde possa avaliar antes as condições de higiene e evite consumir alimentos que possam estar muito tempo fora de refrigeração.

 

Virose: muito comum no verão, é uma infecção aguda por vírus que invade qualquer parte do corpo, como uma infecção intestinal, por exemplo. Ela pode ser provocada pelas más condições de preparo ou acondicionamento dos alimentos, como pelas condições de higiene do local, dos utensílios e até de quem prepara os alimentos. Os sintomas, porém, são mais intensos e, em alguns casos, é necessário procurar um hospital para receber a medicação adequada.

Prevenção: evite comer em locais onde há grande aglomeração de pessoas, não consuma alimentos crus, bebidas destiladas (elas desidratam mais facilmente e podem deixar o organismo mais vulnerável à virose) e só beba água mineral.


Texto: Fabiana Gonçalves | Edição: Ana Carolina Giarrante e Michel Vita | Design: Alex Mendes

Fonte: Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina, Hospital Albert Einstein, Hospital Sírio Libanês e Hospital 9 de Julho

Conteúdo aprovado pelo responsável técnico-científico do Portal Unimed.


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