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Mudanças de humor vão além dos sintomas da TPM

Mudanças de humor vão além dos sintomas da TPM

O Transtorno Disfórico Pré-Menstrual (TDPM) é um subtipo mais intenso e debilitante da TPM e deve ser tratado.

Mudanças de humor vão além dos sintomas da TPM

2 Fevereiro 2024

 

Além dos desconfortos da TPM, como dores, inchaço e mudanças de humor, existe um subtipo mais intenso e debilitante conhecido como Transtorno Disfórico Pré-Menstrual (TDPM).

 

Quando a raiva, crise de ansiedade e episódios depressivos se instalam mensalmente, é hora de considerar que algo além da típica TPM pode estar em jogo.

 

Neste artigo, explicamos o que caracteriza a TPM e o TDPM, as diferenças entre as duas modalidades e como aliviar os sintomas, oferecendo um guia para quem enfrenta esse desafio mensalmente.

 

 

TPM X TDPM: qual a diferença?

 

A TPM é caracterizada por um conjunto de sintomas físicos, emocionais e comportamentais. Esses sintomas costumam aparecer por volta de uma a duas semanas antes do início da menstruação, o que torna a condição cíclica e recorrente.

 

Já o Transtorno Disfórico Pré-Menstrual (TDPM) é considerado um tipo mais intenso de TPM. Seus sintomas são essencialmente os mesmos da TPM, mas a intensidade de cada um pode acabar prejudicando a qualidade de vida da mulher, uma vez que as acentuadas variações de humor podem afetar seu convívio social, familiar e profissional.

 

TPM — Atinge de 75% a 80% das mulheres em idade reprodutiva

TDPM — Atinge de 3% a 8% das mulheres na mesma fase

Fonte: Febrasgo

 

 

A experiência da TPM e do TDPM pode ser muito diferente para cada mulher, mas os sintomas mais comuns incluem:

 

  • Irritabilidade;
  • Alterações de humor;
  • Dores no corpo (pernas, cabeça, mamas);
  • Cansaço;
  • Episódios depressivos;
  • Ganho de peso;
  • Ansiedade.

 

Os cientistas ainda não são capazes de definir exatamente quais são as causas da TPM e da TDPM. As principais teorias sugerem que ambas podem estar relacionadas a fatores genéticos, hormonais, psicológicos e ambientais.

 

 

O diagnóstico do TDPM

Imagem de uma mulher se consultando

O diagnóstico do TDPM deve ser feito por um médico ginecologista e, em geral, toma como base os critérios do Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders - 4° edição (DSM-IV). A publicação, criada pela Associação Americana de Psiquiatria, funciona como uma espécie de guia para diagnóstico de transtornos mentais.

 

O médico pode solicitar ainda o preenchimento de um diário por, pelo menos, dois ciclos menstruais consecutivos, com o objetivo de acompanhar a frequência e intensidade dos sintomas.

 

Segundo o DSM-IV, uma paciente precisa apresentar entre 5 e 11 dos sintomas abaixo no período pré-menstrual em pelo menos dois ciclos, com no mínimo 1 desses sintomas aparecendo entre os itens 1 e 4:

 

  1. Tristeza, falta de esperança, comportamento autodepreciativo;
  2. Tensão, ansiedade, “nervos à flor da pele”;
  3. Instabilidade marcante de humor intercalada com choro frequente;
  4. Irritabilidade persistente, raiva, aumento de conflitos interpessoais;
  5. Diminuição do interesse por atividades usuais, possivelmente associado ao afastamento de relações sociais;
  6. Dificuldade de concentração;
  7. Fadiga, letargia, falta de energia;
  8. Mudanças marcantes no apetite, que podem estar associadas a comer compulsivamente ou desejar determinados alimentos;
  9. Hipersonia ou insônia;
  10. Sensação de estar sobrecarregada ou fora de controle;
  11. Sintomas físicos como sensibilidade ou inchaço nos seios, dores de cabeça ou sensações de "inchaço" ou ganho de peso, com aperto nas roupas, sapatos ou anéis. Também pode haver dor nas articulações ou nos músculos. Os sintomas podem ser acompanhados por pensamentos suicidas.

 

 

Tratamento e alívio dos sintomas

 

O tratamento da TPM e do TDPM varia de acordo com a necessidade da paciente e pode seguir duas abordagens: com ou sem a prescrição de medicamentos. Primeiro, é importante entender os sintomas e sua intensidade.

 

Nos casos mais leves, algumas mudanças de hábito como reeducação alimentar e prática de exercícios físicos e de técnicas de relaxamento são suficientes para conferir à mulher mais qualidade de vida no período que antecede a menstruação.

 

Em ocorrências mais graves, que configuram TDPM, pode ser indicado também o tratamento com medicação (anticoncepcional, ansiolíticos ou antidepressivos) e suplementação de nutrientes.

 

O TDPM, além de doloroso física e emocionalmente, pode afetar sua relação com você mesma e com outras pessoas, impactando diretamente na sua saúde mental.

 

Por isso, se você sofre de dores e alterações de humor intensas no período pré-menstrual, busque um médico assim que possível. Você pode levar uma vida mais tranquila!

 

Para mais informações sobre saúde da mulher, leia: Saúde da mulher: cuidar-se por inteiro é...

 

Fontes: Febrasgo, Biblioteca Virtual em Saúde.


Agência SA 365 | Edição e Revisão: Unimed do Brasil

Revisão técnica: equipe médica da Unimed do Brasil


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