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Como ser UX Designer mais estratégico

Como ser UX Designer mais estratégico

Como ser UX Designer mais estratégico

29 Outubro 2018

Por Bruno Rodrigues*

O profissional de User Experience - também conhecido como UX Designer - tem sido muito requisitado nas empresas de tecnologia nos últimos anos. É uma área que cresceu exponencialmente, desde que grandes players, como Apple e Google, empreenderam estratégias baseadas na experiência do cliente com seus produtos.

Donald Norman, pai do conceito de User Experience, afirma que a palavra está banalizada atualmente. Desenvolver um site em HTML, CSS e Java Script não quer dizer que você é um UX Designer. Para tanto, você precisa planejar a experiência como um todo, levando em conta a jornada que o cliente vai cruzar para experienciar o que você propõe como solução de problema e, até mesmo, pensar no seu pós-uso.

UX é uma experiência que acontece com as pessoas e, quando elas utilizam objetos ou usufruem de serviços. Dependendo das escolhas que fazemos e da quantidade de estímulos positivos ou negativos (relacionado com a dopamina liberada no cérebro, que nos dá a sensação de satisfação), seu produto pode ter “muito UX” ou não.

A questão é que nós, designers, não criamos as experiências, no sentido literal. Nós não conseguimos controlar o sentimento das pessoas, afinal, todas elas possuem um paradigma diferente pelo qual elas enxergam o mundo.

Mas nós podemos projetar para a experiência. Resguardamo-nos de estudos que indicam que determinada cor, ou determinada fotografia, pode provocar mais reações que outras. Por isso, nossa profissão não deve se basear no mero “achismo”.

Da mesma maneira, nossos produtos não estão “finalizados” quando lançados para o mercado. O trabalho prossegue com o acompanhamento dos dados (analytics), dos erros e dos acertos, e, assim, conseguimos iterar - termo que significa o processo de melhoria constante (pesquisar, rabiscar, prototipar, construir e testar).

Esse é o background básico para um profissional de UX, contudo, para se diferenciar mesmo, ainda são necessárias outras qualidades que nos tornam mais estratégicos para o mercado.

O UX designer precisa ter uma visão holística da empresa e do produto, isso quer dizer uma visão mais abrangente sobre todas as coisas envolvidas, não apenas da interface, mas também do negócio, das pessoas, do mercado, enfim, todo um ecossistema de pessoas e possibilidades que influenciam nas decisões de negócio do produto ou serviço.

Precisamos criar empatia não apenas com os clientes, mas também com os colaboradores da empresa. Essa empatia quer dizer estar aberto à mudanças de pensamento, ser curioso e não querer estar com a razão de tudo e trazer respostas prontas.

Nosso trabalho como UX, em primeiro lugar, é fazer perguntas para descobrir coisas, e não para confirmar o que achamos que é certo. Não podemos achar que detemos todas as informações, pois estamos aprendendo constantemente. Reconhecer e corrigir erros é muito mais importante não só para o desenvolvimento de um produto, mas para nosso próprio desenvolvimento pessoal.

Como exemplo prático, compartilho minha experiência no projeto do Novo Guia Médico Nacional da Unimed. Além de benchmarking, arquitetura da informação e business, nossa equipe de UX Design prezou pelo conceito do Design Centrado no Usuário. Por isso, realizamos testes de usabilidade para avaliar os primeiros protótipos de interface do novo guia. Participaram 14 pessoas, homens e mulheres, com idade entre 24 e 69 anos. Fizemos todos os testes em recortes de papel, assim permitimos que mudassem os elementos de posição e sugerissem novas soluções de layout.

Sabíamos que as interações nos testes trariam bons resultados, no entanto, as pessoas sempre conseguem nos surpreender com contribuições inesperadas e ricas de informação. Foi como se despir de diversos paradigmas pelo qual olhávamos o produto. Termos como “substituição de prestadores”, “prestadores”, “rede credenciada” não são nada amigáveis e não ajudam o usuário a fazer uma busca simples por um médico. Da mesma maneira, “busca detalhada” pareceu mais intuitiva do que “busca avançada”. Esses são alguns exemplos de como o microcopy na interface pode ajudar ou dificultar o entendimento do produto.

Portanto, novos olhares aperfeiçoaram nossos protótipos e, melhor ainda, trouxeram o viés de quem realmente vai utilizar o Novo Guia Médico Nacional. A prática do UX Design veio como uma facilitadora, pois envolveu mais usuários nas decisões do produto.

Essa experiência nos incorreu também que a liderança de um time pode admitir, às vezes, que não sabe o que está acontecendo no percurso; porém, ela nos oferece as ferramentas necessárias para buscarmos a resposta. Logo, o líder não é uma pessoa que afirma "aqui está a solução!", por outro lado, ele afirma "na minha opinião isso aqui é válido, MAS vamos discutir isso juntos".

Atualmente, como a área de UX Design está mais influente do que nunca no mercado, cria-se uma expectativa gigantesca. Isso, no entanto, pode gerar mais ansiedade do que expectativa, quando não sabemos lidar com a profissão da maneira mais apropriada.

Isso nos traduz que o profissional de UX tem que estar sempre atento às outras áreas e aprender com outras pessoas, participar de encontros e dividir experiências... Isso é muito mais importante do que habilidades técnicas. É uma questão de atitude e de posicionamento. Esse é o ponto de maturidade que devemos desenvolver.

Bruno Rodrigues é publicitário, mestre em Design e web designer no Portal Unimed


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