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Constipação Intestinal, sintoma ou doença?

Constipação Intestinal, sintoma ou doença?

Constipação Intestinal, sintoma ou doença?

19 Novembro 2015
Constipação Intestinal se caracteriza por quatro queixas principais:

1. Dificuldade ou esforço para evacuar

2. Fezes ressecadas

3. Dor ou desconforto para evacuar

4. Ritmo intestinal irregular (duas ou menos evacuações por semana)


A constipação intestinal como sintoma acomete 20% da população mundial, sendo a segunda queixa mais freqüente do aparelho digestivo.Acomete quatro vezes mais mulheres do que homens e tende a piorar com o envelhecimento.

A maior freqüência nos pacientes do sexo feminino se apresenta se apresenta também por uma questão cultural, as mulheres costumam “prender” muito mais o ato da evacuação e são muito mais exigente com relação a utilizarem o banheiro.

A gravidez também costuma piorar os sintomas da constipação devido ao aumento uterino (compressão sobre o intestino), retenção de água e diminuição das atividades físicas.

A constipação intestinal como doença acomete apenas 2% da população mundial e pode ser primária (estrutural) ou secundária.A constipação primária se caracteriza por alteração no funcionamento do intestino como contração intestinal insuficiente e descoordenada (inércia colônica) ou defecação irregular ou obstruída (retocele, contração involuntária entre outras).

A constipação intestinal secundária se apresenta como conseqüência de outras doenças como: diabetes, hipotireoidismo, doenças neurológicas (Parkinson, acidente vascular cerebral, esclerose múltipla, etc), utilização de alguns medicamentos (antidepressivos, analgésicos, opióides, antiácidos).



A constipação intestinal como doença deve ser encaminhada ao médico coloproctologista para avaliar e encaminhar o tratamento mais adequado, no entanto a constipação intestinal como sintoma pode e deve ser tratada por qualquer médico, pois o tratamento é simples e resolve 95% dos casos.



Aqui estão as principais medidas a se tomar para o tratamento da constipação:



1. Ingestão adequada de fibras 30 a 60 g por dia (farelo de trigo, gérmen de trigo, linhaça, frutas e vegetais).

2. Ingestão de 8 copos de água por dia.

3. Realização de exercícios físicos.

4. Procurar criar o hábito intestinal pela manhã ou à noite.

5. Evitar “prender” a vontade de evacuar.

6. Pode-se usar laxantes a base de fibras (solúveis ou insolúveis) ou emolientes das fazes (óleo mineral).

7. Evitar o uso de purgativos (chá de sene, lactopurga, gutalax, etc), pois o uso crônico destes medicamentos irrita a mucosa do intestino podendo levar ao desenvolvimento de uma doença grave (cólon catártico).

Rose Leal

Fonte: Dr. Eugênio N. Ramalho