Voltar

Suor excessivo tem cura!

Suor excessivo tem cura!

Suor excessivo tem cura!

16 Março 2010
A hiperidrose, suor excessivo que acomete principalmente as mãos, pés, axilas e face, é um distúrbio que acomete 0,5 a 1% da população mundial, causando grande desconforto que pode alterar o comportamento psicossocial do indivíduo. Muitas pessoas portadoras deste distúrbio têm vida social limitada, evitando reuniões, cumprimentar e ser cumprimentado, enfim situações de estresse. A hiperidrose incomoda a todos, mas determinadas situações têm nos chamado à atenção: músicos que necessitam das mãos secas para tocar seus instrumentos; odontólogos cujo suor enche as luvas prejudicando os movimentos; policiais que necessitam manusear armas; fisioterapêutas que necessitam tocar os pacientes; contadores que lidam com papéis a todo instante; cabeleireiros que aplicam cremes nos cabelos de seus clientes; adolescentes que tentam começar um namoro. Estas e outras situações constituem o dia-a-dia do Cirurgião Torácico, especialista habilitado para a realização da Simpatectomia Torácica.
O tratamento comumente empregado pelos dermatologistas, neurologistas ou endocrinologistas que medicam estes pacientes com tranqüilizantes, antidepressivos ou cremes para uso local, não tem o resultado esperado, tendo efeito apenas paliativo. Os cirurgiões plásticos tentaram a ressecção da pele com as glândulas sudoríparas da região axilar, o que não funcionou devido o inconveniente da retração cicatricial da pele e limitação dos movimentos do membro superior. Mais recentemente foi usado o Botox através de injeções repetidas, a cada quatro meses, mas com resultados insatisfatórios e temporários. O tratamento definitivo da hiperidrose é a ressecção da cadeia simpática pequeno segmento do sistema nervoso autônomo responsável pelo estímulo às glândulas sudoríparas. Esta cirurgia é denominada Simpatectomia Torácica.
A cirurgia é antiga, realizada desde a década de 40, mas não teve grande divulgação porque era realizada através de toracotomia ampla (grande incisão) que envolvia riscos e cicatriz indesejável. A novidade foi a incorporação da videotoracoscopia, na última década, tendo proporcionado grande divulgação da Simpatectomia, especialmente para tratar a hiperidrose, por ser realizada através de mini-incisões e breve período de internação. Os resultados são bastante compensadores. A simpatectomia torácica endoscópica promove resolução permanente da hiperidrose das mãos e axilas em 95-100% dos casos. A redução da sudorese nos pés é observada em 50-70% dos pacientes.
Todos os pacientes que se sentirem prejudicados pela intensidade da hiperidrose podem procurar um Cirurgião Torácico para avaliação pré-operatória. A cirurgia é contra-indicada nos portadores de insuficiência respiratória ou cardíaca grave, diabete descompensado, obesidade extrema e seqüela de doença pleural.
É realizada sob anestesia geral, sendo feitas duas mini-incisões (cerca de 5 a 10 mm) sob a axila. Através da primeira, é usada uma microcâmera que permite visualização ampliada da cadeia simpática; através da segunda, é usado instrumental para a dissecção e ablação do segmento nervoso. O paciente acorda na sala de recuperação, já com as mãos secas, sendo encaminhado à unidade de internação, onde ingere líquidos no mesmo dia e recebe alta no dia seguinte.
Dr. Antonio Wanderley – CRM-Ba 10649 - médico especialista em Cirurgia Torácica pela SBCT/AMB e Endoscopia Respiratória pela SBPT/SBEP/AMB.
www.cirurgiadosuor.com.br
hiperidrose@ig.com.br

Dr. Antonio Wanderley