Voltar

Algumas considerações psicológicas sobre o câncer

Algumas considerações psicológicas sobre o câncer

Algumas considerações psicológicas sobre o câncer

24 Janeiro 2020

Pesquisadores afirmam que a ansiedade profunda pode ser uma ameaça á saúde das pessoas quando associada ao uso indiscriminado de drogas e tranquilizantes. Assim, algumas doenças, como o  câncer por exemplo,  podem ter origem nas tensões ou distúrbios emocionais que deixam suas marcas não apenas na mente mas também no corpo.

Existem teorias convincentes que tratam da habilidade do indivíduo em exercer um autocontrole através de técnicas, reduzindo sua pressão arterial, atenuando enxaquecas e aumentando seu fluxo de sangue nas mãos.

Nem todas as doenças humanas podem ser tratadas com técnicas de autocontrole, mas as intervenções médicas podem ser potencializadas quando os recursos dos pacientes são totalmente mobilizados. O organismo humano possui um sistema de cura altamente desenvolvido que, geralmente, é apropriado para enfrentar os desafios a que é submetido. Até mesmo em circunstâncias graves, sabe-se que a força do organismo humano pode diminuir ou aumentar, de acordo com os fatores emocionais envolvidos.

 O cérebro humano é a glândula mais produtiva do corpo humano, capaz de produzir uma substância bloqueadora do câncer, a interferona. E ainda produz encefalina e endorfina que eliminam a dor e auxiliam o paciente no início de sua recuperação, bem como a gamaglobulina, vital para nosso sistema imunológico.

É muito importante a relação corpo, mente e espírito na busca pela cura ou por uma melhor qualidade de vida.

O trabalho do psicoterapeuta associado ao tratamento do médico  é muito importante, pois quando o pânico, a ansiedade e a depressão do paciente são vencidos pela sua vontade de viver, pela esperança e pela confiança nos profissionais que o atendem e  em si mesmo, os medicamentos são muito mais eficazes. Assim como as emoções positivas provocam alterações químicas benéficas ao corpo, as emoções negativas provocam efeitos químicos prejudiciais.

A psicoterapia é baseada na busca daquilo que seria uma vida com mais prazer e entusiasmo para o paciente com câncer, neste sentido a procura pela patologia e suas raízes é secundária. A patologia precisa ser considerada no contexto, como algo que bloqueia a percepção do paciente, precisa-se estimulá-lo a viver com mais entusiasmo e de forma mais adequada apesar de suas dificuldades atuais.

As dificuldades, geralmente estão relacionadas a comunicação, e o psicólogo pode facilitá-la, auxiliando os familiares e o paciente a expressarem suas tensões e emoções, propiciando um ambiente mais saudável para fortalecer o paciente psicologicamente na busca pela cura e pela vida.

Quando o paciente reprime seus sentimentos, a qualidade de vida fica prejudicada, o sistema imunológico fica debilitado, levando o individuo muitas vezes a uma depressão profunda, fazendo-se necessária uma atenção diária aos sentimentos do paciente.

Há quem diga que o verdadeiro amor supera todos os obstáculos, não tem medo da morte, abrange todos os opostos, assim o símbolo do amor perfeito é o coração, único órgão do organismo humano que não pode ser atacado pelo câncer.

As secreções produzidas pelo nosso cérebro estão diretamente envolvidas na manutenção da saúde e no controle da vida, sendo importantes fatores para uma melhor qualidade desta vida. E como outras enfermidades, o câncer pode servir como um ponto de mutação para novos modos de viver e pensar a vida.

Artigo elaborado pelas psicólogas Luciane Spier Zilio, Silvia MIazzi Pereira e Zamir Doile Macedo.