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Ações estimulam aproximação entre pais e bebês na UTI do Hospital Unimed

Ações estimulam aproximação entre pais e bebês na UTI do Hospital Unimed

Ações estimulam aproximação entre pais e bebês na UTI do Hospital Unimed

16 Maio 2019

“Quando a Lívia nasceu, a única coisa que pude fazer foi dar um beijo no peito dela. Naquele momento ela me olhou bem nos olhos”. O relato emocionado é de Camila Wagner Tietzmann que somente pode aconchegar a filha nos braços dois meses após seu nascimento. Por vezes, imprevistos como a prematuridade fazem com que a experiência única de calor e afago entre mamãe e bebê acabe tardando para acontecer, visto a necessidade de tratamento especializado em UTI Neonatal. No Hospital Unimed Noroeste/RS uma iniciativa visa tonar o ambiente acolhedor e o período de internação mais leve” aos neonatos e familiares: o Projeto Humanizar. Nele estão ações como a comemoração do mesversário e o contato pele a pele

Para a pequena Lívia, paciente do Hospital Unimed Noroeste/RS, a comemoração teve motivação dupla. No segundo mesversário, celebrado com a família e a equipe assistencial, veio o grande presente: o primeiro colo da mamãe, atitude estimulada no Projeto pelo contato “pele a pele”. Prematura extrema com 25 semanas de gestação, Lívia nasceu pesando 795 gramas. Por isso, embora as visitas diárias na Unidade de Terapia Intensiva, o contato inicial somente era possível com a utilização de luvas. O cuidado delicado exigia manuseio mínimo para evitar complicações. “Não tenho palavras para explicar, é muita emoção”, relata Camila ao pegar pela primeira vez a filha nos braços, dividindo a experiência com o papai Mateus Friedrich Noviski.

As intercorrências que exigem longa permanência em tratamento intensivo acabam sendo traumáticas para o recém-nascido e seus pais. Mas através do Humanizar, o serviço objetiva justamente minimizar os aspectos negativos da internação, bem como incentivar a aproximação e a participação dos pais no cuidado. Com a humanização do atendimento, a tendência de comemorar o mesversário, com direito a bolo decorativo, também é algo valorizado na UTI Neonatal como um momento de celebração da vida. “Cada mês é considerado mais uma vitória aqui dentro”, reconhece a fisioterapeuta Carina Corso Alves, assegurando que a comemoração com os pais torna o período mais leve. “É o nosso trabalho fazê-los chegar o quanto antes ao carinho e ao colo pais. Essa é a nossa luta diária”, evidencia Carina. Enaltecer cada mês completado pelo bebê é ação inserida no eixo “Acolher” do Projeto, no contexto de celebrar datas comemorativas.

“Aconchegar” é outro pilar do Projeto Humanizar, que estimula o contato “pele a pele” entre mãe e bebê dentro da UTI Neonatal. “É uma forma de fortalecer o vínculo afetivo”, explica a enfermeira Taísa Lorenzoni Dalla Rosa, relatando que o bebê sai de um ambiente artificial, a incubadora, para um espaço no qual sente-se mais seguro. “Os bebês se acomodam ao escutar o coração da mãe. A Lívia, por exemplo, acalmou a frequência cardíaca ao ir para o colo”, destaca a profissional.

A história de sucesso e superação da pequena Lívia lhe garantiu já estar em casa com a família. “Meu milagre, um tesouro precioso e que mostrou ser guerreira”, define a mãe que agora vai comemorar o terceiro mesversário com a filha nos braços. O Projeto Humanizar da UTI Neonatal do Hospital foi lançado em 2017 e é norteado pelo tripé Acolher, Cuidar, Aconchegar. Cada palavra se transforma em ações especificas que promovem a atenção assistencial de forma integral, envolvendo a participação dos pais e proporcionando um olhar diferenciado ao desenvolvimento dos bebês.


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