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Dez 2016 | Jan 2017 • N
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26 • Ano 6 • REVISTA UNIMED BR
A
maioria das casas brasileiras,
de todas as regiões, incorporou
costumes estrangeiros na hora
de celebrar suas festas de fim de ano. O
peru, por exemplo, foi importado dos Es-
tados Unidos. Os americanos têm o habi-
to de comê-lo no Dia de Ação de Graças
(Thanksgiving Day), no final do outono,
para agradecer as colheitas feitas ao longo
do ano. Por ser abundante na região, a ave
era sinônimo de fartura.
O panetone, por sua vez, tem sua ori-
gem na Itália. Essas e outras iguarias de
origem estrangeira, que partilhamos du-
rante a ceia de Natal, desembarcaram por
aqui juntamente com as ondas migrató-
rias do século XIX.
Mas um país tão grande e rico cultural-
mente, como o Brasil, acabou, ao longo
dos anos, mesclando costumes locais com
os estrangeiros, tornando as comemora-
ções natalinas ainda mais especiais. Co-
nheça receitas regionais e prepare uma
ceia diferente neste ano.
Região Sul
No Rio Grande do Sul, a receita da bolacha
de mel, a Pierniczki, é de origem polonesa
e continua sendo produzida nessa época
do ano pelos seus descendentes, que mo-
ram em terras gaúchas. As bolachas tam-
bémpodem servir como enfeite da árvore
de natal.
De acordo com a chef de cozinha Nanra
Branco, o Natal em Porto Alegre é come-
morado em família com uma ceia na noite
do dia 24 e com troca de presentes, como
acontece no restante do País. “As celebra-
ções seguem no almoço do dia 25, em que
a família se reúne novamente, desta vez,
protagonizando o tradicional churrasco de
espeto na brasa. Além dos pratos tradicio-
nais do Natal, a culinária do Rio Grande do
Sul apresenta frequentemente as influên-
cias sofridas pela imigração italiana e ale-
mã, ocorrida durante o século XIX. Damis-
tura entre a comida indígena, portuguesa
e espanhola, bem como a do homem do
campo, surge a chamada cozinha da Cam-
panha. Destaque para as carnes de ovelha e
cordeiro, frequentes nas mesas do interior.”
Inspirada nessa cozinha da Campanha,
Nanra compartilhou uma receita adaptada
com uma fruta em abundância na região.
Ingredientes
Pernil
1 pernil de cordeiro de aproximadamente 2 kg
1 cebola roxa fatiada
4 dentes de alho amassados
500 ml de vinho branco seco de boa procedência
1 litro de água
4 folhas de louro
1 punhado de folhas de tomilho
3 ramos de alecrim
3 colheres de açúcar mascavo
1 xícara de água
Sal e pimenta do reino a gosto
Molho de bergamota
1 xícara do caldo do cozimento do pernil
½ xícara de vinho branco seco
2 xícaras de suco natural de bergamota
Suco de 1 limão
150 g de manteiga
2 colheres rasas de farinha de trigo
2 colheres de açúcar demerara
Sal e pimenta do reino a gosto
Modo de preparo
Pernil
Deixe o pernil marinando por, pelo menos, 24 horas com o
litro de água e todos os outros ingredientes. Coloque-o nu-
ma assadeira untada com azeite e parte da marinada, cubra-o
com papel alumínio e leve-o ao forno preaquecido a 200
o
C.
Verifique de vez em quando se é necessário adicionar mais
caldo na assadeira. Depois de 3 horas, retire o papel alumínio,
reserve o caldo da assadeira e misture o açúcar mascavo com
a xícara de água, passando a mistura por cima do pernil. Con-
tinue assando até dourar.
Molho de bergamota
Coloque na panela o caldo e o vinho branco, deixando-os
ferver até evaporar o álcool. Acrescente a manteiga, a fari-
nha dissolvida no suco de bergamota, o limão espremido e
as colheres de açúcar demerara. Deixe ferver por mais al-
guns minutos até reduzir e engrossar levemente. Finalize
com sal e pimenta. Sirva em uma molheira e efeite o pernil
com gomos de bergamota.
Pernil de cordeiro com
molho de bergamota




