Previous Page  31 / 68 Next Page
Information
Show Menu
Previous Page 31 / 68 Next Page
Page Background

31

Dez 2016 | Jan 2017 • N

o

26 • Ano 6 • REVISTA UNIMED BR

A

maioria das casas brasileiras,

de todas as regiões, incorporou

costumes estrangeiros na hora

de celebrar suas festas de fim de ano. O

peru, por exemplo, foi importado dos Es-

tados Unidos. Os americanos têm o habi-

to de comê-lo no Dia de Ação de Graças

(Thanksgiving Day), no final do outono,

para agradecer as colheitas feitas ao longo

do ano. Por ser abundante na região, a ave

era sinônimo de fartura.

O panetone, por sua vez, tem sua ori-

gem na Itália. Essas e outras iguarias de

origem estrangeira, que partilhamos du-

rante a ceia de Natal, desembarcaram por

aqui juntamente com as ondas migrató-

rias do século XIX.

Mas um país tão grande e rico cultural-

mente, como o Brasil, acabou, ao longo

dos anos, mesclando costumes locais com

os estrangeiros, tornando as comemora-

ções natalinas ainda mais especiais. Co-

nheça receitas regionais e prepare uma

ceia diferente neste ano.

Região Sul

No Rio Grande do Sul, a receita da bolacha

de mel, a Pierniczki, é de origem polonesa

e continua sendo produzida nessa época

do ano pelos seus descendentes, que mo-

ram em terras gaúchas. As bolachas tam-

bémpodem servir como enfeite da árvore

de natal.

De acordo com a chef de cozinha Nanra

Branco, o Natal em Porto Alegre é come-

morado em família com uma ceia na noite

do dia 24 e com troca de presentes, como

acontece no restante do País. “As celebra-

ções seguem no almoço do dia 25, em que

a família se reúne novamente, desta vez,

protagonizando o tradicional churrasco de

espeto na brasa. Além dos pratos tradicio-

nais do Natal, a culinária do Rio Grande do

Sul apresenta frequentemente as influên-

cias sofridas pela imigração italiana e ale-

mã, ocorrida durante o século XIX. Damis-

tura entre a comida indígena, portuguesa

e espanhola, bem como a do homem do

campo, surge a chamada cozinha da Cam-

panha. Destaque para as carnes de ovelha e

cordeiro, frequentes nas mesas do interior.”

Inspirada nessa cozinha da Campanha,

Nanra compartilhou uma receita adaptada

com uma fruta em abundância na região.

Ingredientes

Pernil

1 pernil de cordeiro de aproximadamente 2 kg

1 cebola roxa fatiada

4 dentes de alho amassados

500 ml de vinho branco seco de boa procedência

1 litro de água

4 folhas de louro

1 punhado de folhas de tomilho

3 ramos de alecrim

3 colheres de açúcar mascavo

1 xícara de água

Sal e pimenta do reino a gosto

Molho de bergamota

1 xícara do caldo do cozimento do pernil

½ xícara de vinho branco seco

2 xícaras de suco natural de bergamota

Suco de 1 limão

150 g de manteiga

2 colheres rasas de farinha de trigo

2 colheres de açúcar demerara

Sal e pimenta do reino a gosto

Modo de preparo

Pernil

Deixe o pernil marinando por, pelo menos, 24 horas com o

litro de água e todos os outros ingredientes. Coloque-o nu-

ma assadeira untada com azeite e parte da marinada, cubra-o

com papel alumínio e leve-o ao forno preaquecido a 200

o

C.

Verifique de vez em quando se é necessário adicionar mais

caldo na assadeira. Depois de 3 horas, retire o papel alumínio,

reserve o caldo da assadeira e misture o açúcar mascavo com

a xícara de água, passando a mistura por cima do pernil. Con-

tinue assando até dourar.

Molho de bergamota

Coloque na panela o caldo e o vinho branco, deixando-os

ferver até evaporar o álcool. Acrescente a manteiga, a fari-

nha dissolvida no suco de bergamota, o limão espremido e

as colheres de açúcar demerara. Deixe ferver por mais al-

guns minutos até reduzir e engrossar levemente. Finalize

com sal e pimenta. Sirva em uma molheira e efeite o pernil

com gomos de bergamota.

Pernil de cordeiro com

molho de bergamota