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Dez 2016 | Jan 2017 • N
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Na opinião da infectologista Carolina Ponzi, a
baixa procura dos adultos pela imunização tal-
vez se explique por desconhecimento e falta
de informação. “Às vezes, pela pequena quan-
tidade de casos de determinadas doenças, as
pessoas esquecem que devem se proteger. Por
exemplo, quando tivemos o surto de gripe A,
em 2009, a procura por imunização para a in-
fluenza, em 2010, aumentou absurdamente.
Já em 2014 e 2015, essa mesma procura caiu
muito”, explica a especialista.
Cadê a minha carteirinha?
Para atualizar a sua carteirinha de vacinação,
basta procurar a Unidade Básica de Saúde
(UBS) ou uma clínica privada de imunizações
mais próxima de sua residência. Agendar uma
consulta com um médico infectologista para
obter as recomendações necessárias também é
uma opção. Caso você não tenha mais esse do-
cumento, não se preocupe: “a única vacina que
não deve ser aplicada com um intervalo menor
do que dez anos é a da febre amarela. Para as
outras imunizações, os profissionais habilita-
dos irão fornecer as informações necessárias
para atualização do calendário vacinal”, reco-
menda Carolina.
O Calendário Nacional de Vacinação
está disponível no site do Ministério da
Saúde para consulta e orientação, mas
podemos destacar alguns exemplos de
imunização para adultos.
•
Vacina contra a gripe
: pode ser aplicada desde
os seis meses de idade, e o recomendado é que
as pessoas a recebam uma vez por ano devido
às mutações do vírus
•
Imunização contra o tétano
: deve ser reforçada
a cada década ou após cinco anos quando da
ocorrência de ferimentos de risco para a doença
•
Vacina contra o HPV
: meninas e meninos a
partir dos nove anos de idade, para proteção
contra os cânceres de colo uterino, orofaringe,
pênis, reto e ânus
•
Indicação da vacina contra o herpes-zóster
:
pessoas acima dos 50 anos
•
Vacinação pneumocócica sequencial
:
pessoas acima de 50 anos ou com fatores de
risco, visando à proteção contra meningite
bacteriana, otite, sinusite e pneumonia




